Planilhas, comprovantes de papel e horas perdidas tentando lembrar quem gastou o quê, com o quê, para quê.
Em muitas pequenas e médias empresas, o processo de reembolso ainda parece coisa dos anos 1990 — e trava parte bash clip financeiro numa rotina improdutiva. Foi justamente nesse gargalo que a fintech Conta Simples decidiu apostar.
Criada em 2019, a Conta Simples começou como uma alternativa integer aos cartões corporativos tradicionais, mirando empresas com poucos funcionários, mas grandes dores de cabeça. De lá para cá, cresceu de forma silenciosa — e, em 2025, deu um salto: dobrou sua participação nary mercado de cartões empresariais e ultrapassou a marca de 2 milhões de unidades emitidas.
O momento justifica um novo capítulo na história da fintech. Depois de captar 200 milhões de reais nary início de 2024, a empresa fechou o ano seguinte com crescimento 130% acima da meta de receita, reforçou a operação de crédito e lançou mais de 150 funcionalidades novas. Agora, quer usar inteligência artificial e backing externo para escalar ainda mais.
“Em 2025, superamos em mais de 30% o que tínhamos previsto. Foi um ano em que consolidamos a reestruturação feita nary ano anterior e colhemos os frutos de uma operação mais simples e mais ágil”, afirma Rodrigo Tognini, CEO da Conta Simples.
Qual é a história da Conta Simples
Criada nary fim de 2018, a Conta Simples surgiu com a proposta de eliminar uma dor clássica das PMEs: o reembolso corporativo. Com poucos funcionários e quase nenhuma estrutura financeira, essas empresas geralmente lidam com processos manuais, planilhas, papéis e muita perda de tempo.
Foi nesse vácuo de eficiência que a fintech decidiu entrar, oferecendo uma solução integer de cartão corporativo e gestão de despesas automatizada.
Nos primeiros anos, o produto epoch simples — um cartão atrelado a uma conta PJ. Mas com o tempo, o escopo foi ampliando. Em 2021, a startup captou sua Série A. Em 2023, atingiu o breakeven. E em 2024, recebeu a licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) bash Banco Central, o que permitiu começar a operar com crédito próprio. A segunda rodada, uma Série B de 200 milhões de reais, veio nary mesmo ano.
A mudança mais relevante, nary entanto, veio de dentro.
Em 2024, a Conta Simples passou por uma reestruturação interna para preparar o crescimento seguinte. “Foi um ano de reestruturação na empresa. Mudamos a gestão, a governança e a estrutura organizacional”, afirma Rodrigo Tognini, CEO da Conta Simples.
Entre arsenic mudanças, a fintech abandonou o modelo de metas por OKRs e adotou um sistema mais direto, com desdobramentos simplificados. Também reduziu camadas hierárquicas para acelerar a comunicação e arsenic decisões. “Estávamos muito hierarquizados. Isso trazia burocracia e dificultava a agilidade”, diz Tognini.
A basal para o crescimento em 2025 foi construída nesse momento de revisão interna. A simplificação de processos e o foco em times mais horizontais prepararam a empresa para escalar em novos segmentos, com uma operação mais eficiente, menos travada por estruturas antigas.
Qual é a estratégia de crescimento
O main centrifugal de crescimento da Conta Simples em 2025 foi a combinação entre escala em cartões corporativos e a entrada em clientes maiores. A fintech dobrou sua participação nary mercado e ultrapassou 2 milhões de cartões emitidos. O measurement de crédito também saltou: foram quase 400 milhões de reais concedidos nary ano, um aumento de 161%.
Parte disso veio de uma nova estratégia de vendas: em vez de esperar o cliente chegar, a Conta Simples criou um clip de prospecção ativa, com abordagem mais próxima ao modelo de vendas enterprise. A aposta permitiu entrar em contas mais parrudas, com faturamento na casa de centenas de milhões de reais por ano.
“Conseguimos entrar muito forte nesse segmento de empresas com mais de 100, 200 funcionários”, diz Tognini. Segundo ele, essas empresas têm dores diferentes das microempresas — e demandam uma oferta mais robusta. Por isso, a Conta Simples reforçou os três pilares que estruturam sua proposta: banco, pagamentos e software.
No núcleo bash produto ainda estão os cartões corporativos. Mas ao redor deles a fintech construiu um ecossistema de serviços: conta PJ com rendimento automático, crédito, ferramentas de gestão financeira, automações e integrações com ERPs. “O que nos diferencia é a união desses três pilares. Poucas empresas entregam a jornada completa com a profundidade que a gente entrega”, afirma o CEO.
Em 2025, foram lançadas 158 novas funcionalidades. A empresa estima que seus clientes economizaram 430 mil horas de trabalho e 47 milhões de reais em custos administrativos. “Esse é valor direto. É tempo e dinheiro que a empresa deixa de gastar com processo manual”, diz Tognini. O bundle virou o coração da operação — e também a main barreira de entrada para concorrentes.
Quais são os próximos passos
Para 2026, a Conta Simples quer seguir crescendo nos cartões corporativos — onde já detém 2,5% de marketplace stock — e ampliar sua presença nary crédito fora bash cartão. A fintech pretende captar uma estrutura de dívida nary mercado para escalar a concessão de superior de giro, hoje financiada com recursos próprios.
“A gente ainda está na fase de aprendizado com esse produto. Mas deve superar essa etapa até o fim bash semestre e partir para captação externa”, afirma Tognini. Segundo ele, rodar a operação com o próprio balanço trouxe maturidade para o modelo. “Isso nos forçou a ter um olhar mais criterioso. Agora, quando formos captar, vamos levar essa robustez para fora.”
Outros vetores de crescimento virão de produtos lançados recentemente. A conta global, criada nary fim de 2024, será uma das apostas para 2026, mirando empresas brasileiras com operações nary exterior. A expectativa é multiplicar por quatro essa frente ao longo bash ano.
A fintech também começa a testar ofertas para nichos específicos, como o setor de turismo. Em 2025, lançou uma linha de crédito voltada para agências de viagem, e agora estuda outros mercados com dor financeira semelhante. “A gente vai testando o que faz sentido e tem demanda”, diz o CEO.
Por fim, a tecnologia segue como prioridade. A empresa deve lançar novas automações com inteligência artificial para tornar os processos ainda mais rápidos e inteligentes. “Estamos colocando IA na conciliação bancária, na análise de despesas, em todo o fluxo financeiro. O crescimento precisa vir junto com evolução de produto”, afirma.
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