O WhatsApp se tornou o principal alvo de criminosos digitais, apesar de oferecer recursos avançados de segurança, como criptografia de ponta a ponta e autenticação em dois fatores, o mensageiro da Meta ainda apresenta brechas que continuam sendo exploradas por golpistas. Por isso, é fundamental que o usuário revise e ative corretamente todas as configurações de proteção disponíveis para evitar que uma tentativa de invasão se transforme em um golpe cibernético bem-sucedido.
Pensando nisso, o TechTudo conversou com um especialista para esclarecer quais são os recursos mais explorados por golpistas, como identificar se uma conta no WhatsApp é um alvo potencial e quais medidas adotar para se proteger das ameaças digitais. Confira a seguir.
Esses são os recursos do WhatsApp que golpistas ADORAM explorar! — Foto: Mariana Saguias/TechTudo Esses são os recursos do WhatsApp que golpistas ADORAM explorar!
No índice abaixo, veja os tópicos que serão abordados nesta matéria do TechTudo.
- Quais são os recursos explorados e como os golpistas se aproveitam?
- Como saber se minha conta do WhatsApp é alvo de golpistas?
- Como se proteger de golpistas no WhatsApp?
1. Quais são os recursos explorados e como os golpistas se aproveitam?
Segundo Eduardo Freire, estrategista de inovação e CEO da FWK Innovation Design, os ataques se aproveitam de recursos legítimos do próprio sistema, que exploram falhas de configuração do próprio WhatsApp, descuidos dos usuários e brechas nas operadoras de telefonia. Um dos principais pontos de vulnerabilidade está no backup de mensagens na nuvem do aplicativo de mensagens. Quando vinculado a e-mails mal protegidos, esse recurso pode ser acessado por golpistas, que restauram conversas e obtêm informações sensíveis para aplicar novos golpes. “Se o invasor consegue entrar no e-mail do usuário, ele pode recuperar o histórico de mensagens e se passar pela vítima com facilidade”, explica Freire.
Outro recurso frequentemente negligenciado é a verificação em duas etapas. Embora seja uma das principais barreiras contra invasões, muitos usuários não ativam essa camada extra de segurança. “O recurso deveria vir ativado por padrão. Sem ele, basta o criminoso ter acesso ao número para tomar a conta”, alerta o especialista. Além disso, técnicas como phishing — envio de links falsos que simulam suporte técnico ou promoções — e o SIM swap, que consiste na clonagem do chip da vítima, são comumente utilizadas para obter acesso ao mensageiro. A engenharia social, que manipula emocionalmente o usuário para que ele entregue informações sem perceber, também é uma tática muito utilizada.
Recursos explorados por golpistas podem resultar em invasão da conta do WhatsApp — Foto: Mariana Saguias/TechTudo 2. Como saber se minha conta do WhatsApp é alvo de golpistas?
Saber identificar se uma conta é alvo dos criminosos exige atenção a sinais específicos. Freire destaca que o recebimento de mensagens ou ligações automáticas com códigos do WhatsApp, sem que o usuário tenha solicitado, é um dos primeiros sinais de alerta. Também é preciso desconfiar de notificações que informam que o número foi registrado em outro aparelho, pedidos para transferir a conta e sessões ativas no WhatsApp Web que o usuário não reconhece. “Chamadas curtas e repetidas de números desconhecidos podem ser tentativas de ativar o código de verificação por voz, uma brecha explorada por golpistas”, afirma.
O especialista destaca a importância de saber diferenciar uma tentativa de invasão de uma falha técnica. Enquanto problemas normais se manifestam com travamentos, bugs visuais ou fechamento inesperado do aplicativo, as tentativas de invasão envolvem solicitações de código, abertura de sessões não autorizadas e até relatos de contatos dizendo que receberam mensagens estranhas em nome do usuário. Nestes casos, o recomendado é acessar as configurações do aplicativo, encerrar acessos suspeitos em “Dispositivos conectados” e ativar o bloqueio por biometria.
Veja como identificar se WhatsApp é alvo de hackers — Foto: Mariana Saguias/TechTudo 3. Como se proteger de golpistas no WhatsApp?
Para se proteger, algumas medidas simples se provam extremamente úteis. A primeira delas é ativar corretamente a verificação em duas etapas, acessando “Configurações”, “Conta”, “Verificação em duas etapas” e definir um PIN de acesso. Também é importante proteger os backups com senhas fortes e evitar a vinculação do WhatsApp a e-mails inseguros. Revisar regularmente os dispositivos conectados e manter o aplicativo sempre atualizado também são práticas que ajudam a minimizar riscos.
Além das configurações técnicas, o comportamento dos usuários nas redes sociais pode ser um fator de vulnerabilidade. A exposição indiscriminada de informações pessoais no WhatsApp pode fornecer dados valiosos para golpistas que utilizam essas informações em ataques de engenharia social. Outro ponto crítico é a ausência de bloqueios de acesso no próprio aparelho. Afinal, bloquear o app por biometria e configurar uma senha forte no celular adiciona uma camada extra de proteção contra acessos indevidos.
Mas, em caso de invasão da conta, Eduardo Freire orienta que o usuário entre em contato com a operadora para bloquear o chip e impedir a portabilidade, reinstale o WhatsApp no próprio aparelho e recupere a conta. É importante também avisar familiares e colegas para ignorarem qualquer pedido de dinheiro vindo do número comprometido.
Especialista dá dicas de como proteger o WhatsApp de golpistas — Foto: Mariana Saguias/TechTudo Veja também: Como ler mensagens apagadas no WhatsApp pelo Android!
Como ler mensagens apagadas no WhatsApp pelo Android!

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3 meses atrás
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