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EUA ampliam presença militar no Oriente Médio em meio à indefinição sobre guerra contra o Irã; INFOGRÁFICO

▶️ Contexto: A guerra no Oriente Médio completou um mês no último sábado (28). Antes mesmo do início da ofensiva, os EUA já haviam reforçado o aparato militar na região.

  • Os EUA mantêm 19 bases militares no Oriente Médio: 8 controladas diretamente pelo país e 11 com presença de tropas e equipamentos.
  • No início do ano, cerca de 40 mil militares estavam posicionados na região.
  • A partir de janeiro, diante do aumento das tensões com o Irã, os EUA passaram a enviar navios, aeronaves e soldados para o Oriente Médio.

Após o início da guerra, mais militares foram mobilizados. Dados da imprensa americana indicam que mais de 50 mil soldados estão na região.

Na semana passada, ao menos 5 mil militares chegaram ao Oriente Médio — 2.500 marinheiros e 2.500 fuzileiros navais. Dias antes, outros 2 mil soldados já haviam desembarcado, incluindo paraquedistas.

  • Segundo o The Wall Street Journal, o Pentágono avalia enviar mais 10 mil militares nos próximos dias.
  • Apesar do reforço, o número ainda está abaixo do registrado no início da invasão do Iraque, em 2003, quando mais de 250 mil soldados participaram da ação.

Ainda nos últimos dias, os Estados Unidos deslocaram para a região um navio de assalto anfíbio, usado no transporte de tropas, desembarque de blindados e apoio logístico.

Esses movimentos, somados a relatos de autoridades à imprensa americana, aumentaram o alerta para uma possível operação terrestre contra o Irã. Por outro lado, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que negociações para um acordo que levaria ao fim da guerra estão em andamento.

Veja no infográfico abaixo como está o posicionamento dos EUA no Oriente Médio.

Presença militar dos EUA no Oriente Médio — Foto: Arte g1

O porta-aviões USS Abraham Lincoln transitando pelo Estreito de Ormuz em 2019 — Foto: Zachary Pearson/U.S. Navy via AP

Sinais contraditórios vieram da Casa Branca nas últimas semanas sobre a guerra contra o Irã. Ao mesmo tempo em que ampliam a presença militar na região, os Estados Unidos também falam em negociação para encerrar o conflito.

Na segunda-feira (30), Trump afirmou em uma rede social que estava negociando o fim da guerra com o Irã. Segundo ele, houve "grande progresso". Apesar disso, o presidente voltou a ameaçar ataques à infraestrutura de energia iraniana caso um acordo não seja alcançado em breve.

  • Dias antes, Trump já havia ampliado até 6 de abril o prazo de um ultimato: segundo ele, se não houver acordo, os EUA vão atingir alvos energéticos iranianos.
  • Os dois países já disseram publicamente ter enviado propostas com condições para encerrar o conflito.
  • Trump disse que a abertura completa do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do petróleo, estava entre as condições para um acordo.

Por outro lado, o jornal The Wall Street Journal revelou que Trump disse a assessores que está disposto a encerrar a guerra mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado. Os relatos foram obtidos com autoridades com conhecimento na conversa.

Segundo a reportagem, nos últimos dias, Trump e conselheiros avaliaram que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima prolongaria o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente.

  • O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e afetado diversos setores ao redor do mundo.
  • O impacto pode prejudicar a economia dos Estados Unidos em um ano de eleições para a Câmara e o Senado.

Diante disso, Trump teria afirmado que os EUA devem focar nos principais objetivos da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de mísseis do país. A partir daí, os ataques seriam reduzidos, em uma tentativa de pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz.

Caso o Irã continue impedindo o fluxo de navios comerciais na região, Trump deve pressionar aliados na Europa e no Golfo a assumir a responsabilidade pela reabertura da rota marítima, segundo o jornal.

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