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EUA fazem operação para apreender petroleiro da Venezuela escoltado por submarino russo, diz agência

A TV russa "RT", financiada pelo Kremlin, publicou imagens de um helicóptero que estaria tentando desembarcar tropas no navio. Segundo fontes do RT, a aeronave pertenceria aos EUA. Veja abaixo.

A perseguição ao petroleiro, que segundo a Casa Branca integra a "frota fantasma" da Venezuela e é alvo de sanções, faz parte da campanha de pressão do governo norte-americano contra o regime venezuelano. O presidente dos EUA, Donald Trump, impôs um "bloqueio total" aos petroleiros venezuelanos e apreendeu duas dessas embarcações em 2025. (Leia mais abaixo)

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A tentativa de apreensão, mesmo que não seja bem-sucedida, tem o potencial de escalar ainda mais as tensões entre os EUA e a Rússia. Isso porque, além da escolta, o Kremlin fez nos últimos dias um pedido formal à Casa Branca para que deixasse de perseguir o petroleiro.

Nem o governo dos Estados Unidos nem o da Rússia se pronunciaram de forma oficial sobre a tentativa de apreensão desta quarta-feira até a última atualização desta reportagem.

Forças dos EUA perseguem o navio, identificado por entidades marítimas como Bella 1, há cerca de duas semanas. Segundo a Reuters, a embarcação é alvo de sanções e já havia sido alvo de uma tentativa de apreensão no domingo. Trata-se do terceiro navio que os Estados Unidos tentam interceptar.

De acordo com o New York Times, o Bella 1 partiu do Irã com destino à Venezuela para carregar petróleo e foi interceptado por forças norte-americanas no Mar do Caribe.

O jornal afirma que os EUA alegam que o navio operava sem uma bandeira nacional válida. Nesse caso, a embarcação não estaria submetida à legislação de nenhum país, o que permitiria uma abordagem com base no direito internacional.

Após a interceptação, a tripulação do Bella 1 se negou a cumprir as ordens das forças americanas, mudou a rota e iniciou uma fuga em direção ao Oceano Atlântico.

Nos dias seguintes, segundo o New York Times, o navio tentou obter proteção da Rússia ao pintar uma bandeira no casco e informar por rádio à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob autoridade russa.

O jornal relata ainda que o Bella 1 passou a constar recentemente no registro oficial de navios da Rússia, com um novo nome, Marinera. O porto de origem indicado é Sochi, cidade russa no mar Negro.

Também na quarta-feira, os EUA impuseram sanções a quatro empresas que operam no setor de petróleo da Venezuela, além de petroleiros associados. A medida faz parte do aumento da pressão do governo de Donald Trump sobre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Na semana passada, a Reuters informou que a Casa Branca determinou que as Forças Armadas dos EUA concentrem esforços quase exclusivamente na aplicação de um tipo de bloqueio ao petróleo venezuelano pelos próximos dois meses.

Segundo um funcionário norte-americano ouvido pela agência, o objetivo é priorizar a pressão econômica, e não militar, para forçar concessões do governo de Caracas.

De acordo com essa fonte, Trump tem pressionado Maduro, em conversas reservadas, a deixar o país. O presidente norte-americano afirmou publicamente que seria “inteligente” o venezuelano abandonar o poder.

A avaliação do governo dos EUA é de que, até o fim de janeiro, a Venezuela pode enfrentar um colapso econômico caso não ceda às exigências de Trump.

Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou dois petroleiros no mar do Caribe, ambos carregados com petróleo venezuelano. Autoridades norte-americanas aguardam reforços para tentar apreender o Bella 1.

O aumento da pressão ocorre em meio a uma grande presença militar dos Estados Unidos no Caribe, com mais de 15 mil soldados, incluindo um porta-aviões, outros 11 navios de guerra e caças F-35. Os EUA afirmam que os meios militares são usados para reforçar sanções econômicas.

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