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EUA vão processar minérios críticos no Brasil, diz secretário americano

A intenção americana é reunir aliados em um bloco comercial de minerais críticos. Esse grupo coordenaria preços mínimos do produto para impedir o domínio chinês, que além de reunir as maiores reservas do mundo, é o país que mais exporta tanto a matéria-prima quanto produtos tecnológicos que a utilizam em sua composição.

Questionado sobre a política de preços, o secretário evitou cravar valores. "[Queremos] uma zona comercial preferencial no qual EUA e parceiros trabalhariam em conjunto de forma a ter investimentos saudáveis para esses projetos resultantes de um mercado estável para que possamos investir e ter retorno sem temores de mercado volátil", disse Orr.

A China tem usado geopoliticamente seu controle sobre o processamento desses minerais. Ela restringe exportações e controla preços, prejudicando países e empresas que utilizam esses recursos para fabricar de semicondutores a armas de última geração.

O Brasil, que participou da reunião, tem uma das maiores reservas de minerais críticos do mundo. O país, no entanto, ainda não desenvolveu uma indústria própria para fabricar produtos com esse material.

As reservas brasileiras aproximaram o presidente dos EUA, Donald Trump, do presidente Lula (PT), dizem especialistas. O fim do tarifaço a diversos setores da economia brasileira, em novembro, se deveria, em parte, ao interesse americano nas reservas brasileiras.

Lula vem defendendo, porém, que o Brasil desenvolva uma indústria própria para esses minérios. "Nós não vamos ser exportadores dos minerais críticos. Se quiser, vai ter que industrializar nosso país, para que nosso país possa ganhar esse dinheiro", afirmou Lula em cerimônia em Moçambique, em novembro.

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