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Europa recomenda que companhias aéreas não sobrevoem o Irã diante de tensões com os EUA

Agência diz que defesas aéreas do Irã estão em alerta elevado, aumentando risco de 'identificação errônea'. Em 2020, país abateu avião por engano em meio a tensões com os EUA.


  • A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) emitiu um alerta nesta sexta-feira (16) recomendando que companhias aéreas não operem no espaço aéreo do Irã diante do risco de uma ação militar dos Estados Unidos.

  • Irã e Estados Unidos vivem uma escalada de tensões. O presidente Donald Trump sugeriu que pode ordenar ataques por causa da repressão de Teerã à onda de protestos que se espalha pelo país.

  • A Casa Branca afirmou que monitora a situação e que “todas as opções continuam na mesa”. Segundo a imprensa americana, porém, Trump teria recuado de uma intervenção militar neste momento.

  • Ainda assim, a EASA citou o “potencial de uma ação militar dos EUA”, afirmando que o governo iraniano colocou as forças de defesa aérea em estado de alerta elevado.

Protestos no Irã diminuem após repressão que deixou mais de 2 mil mortos, diz grupo de direitos humanos

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A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês) emitiu um alerta nesta sexta-feira (16) recomendando que companhias aéreas não operem no espaço aéreo do Irã diante do risco de uma ação militar dos Estados Unidos.

Irã e Estados Unidos vivem uma escalada de tensões. O presidente Donald Trump sugeriu que pode ordenar ataques por causa da repressão de Teerã à onda de protestos que se espalha pelo país.

A Casa Branca afirmou que monitora a situação e que “todas as opções continuam na mesa”. Segundo a imprensa americana, porém, Trump teria recuado de uma intervenção militar neste momento.

Ainda assim, a EASA citou o “potencial de uma ação militar dos EUA”, afirmando que o governo iraniano colocou as forças de defesa aérea em estado de alerta elevado. Isso aumenta a probabilidade de “identificação errônea” de aeronaves civis, especialmente no espaço aéreo controlado por Teerã.

Modelo Boeing 747-8 da companhia Lufthansa — Foto: Divulgação

De acordo com o comunicado, a presença e a possível utilização de uma ampla gama de armas e sistemas de defesa aérea, somadas a respostas militares imprevisíveis, representam um alto risco para voos civis em todas as altitudes.

Além da recomendação para evitar o espaço aéreo iraniano, a agência pediu que companhias aéreas adotem cautela e implementem planos de contingência para rotas que cruzem países vizinhos, principalmente aqueles que abrigam bases militares dos EUA.

“Em caso de interveção dos EUA, não se pode excluir a possibilidade de ações retaliatórias contra ativos americanos na região, o que pode gerar riscos adicionais ao espaço aéreo de países vizinhos onde há bases militares dos Estadons Unidos”, diz o texto.

Em 2020, o Irã abateu por engano um avião da Ukraine International Airlines em meio a tensões com os Estados Unidos. O incidente deixou 176 mortos. À época, o governo iraniano classificou o episódio como um “erro imperdoável”.

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