Segundo a Bloomberg, a iniciativa está sendo liderada pelo Reino Unido e pela Alemanha e visa mostrar a Trump que a Europa está levando a sério a segurança no Ártico. Os alemães irão propor a criação de uma missão conjunta da Otan para proteger a região do Ártico, afirmaram à agência fontes familiarizadas com os planos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, realiza uma investida para tornar a Groenlândia, uma ilha do Ártico que pertence à Dinamarca, parte dos EUA. O presidente norte-americano sugeriu na semana passada que estaria disposto a sacrificar a Otan, da qual os EUA e a Dinamarca fazem parte, para que a ilha do Ártico se torne parte dos EUA. (Leia mais abaixo)
Trump disse na sexta-feira que os Estados Unidos precisam ser donos da Groenlândia para impedir que a Rússia ou a China a ocupem no futuro. Ele afirmou repetidamente que embarcações russas e chinesas estão operando perto da Groenlândia, algo que países nórdicos rejeitaram.
Ao mesmo tempo em que Trump faz ameaças militares à Groenlândia e troca ameaças com os europeus, a Casa Branca trabalha também com outra via para adquirir a ilha, por meio da compra. O secretário de Estado, Marco Rubio, vai receber líderes dinamarqueses e groenlandeses em Washington D.C. nesta semana para discutir as possibilidades.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou no domingo que seu país, a Europa e os aliados se encontram em uma "encruzilhada" diante do "conflito" com os Estados Unidos sobre o controle da Groenlândia. Ela reiterou que o mundo como conhecemos acabará se Trump decidir tomar a ilha à força.
Frederiksen, que admitiu não conversar com Trump sobre a Groenlândia desde janeiro do ano passado, disse que a Dinamarca deixará claro que não fará concessões em "valores fundamentais" durante a reunião com Rubio, porém sem dar mais detalhes. Anteriormente, a premiê dinamarquesa disse que a ilha não está à venda e que continuará sob sua tutela.
Trump diz estar disposto a sacrificar a Otan pela Groenlândia
O presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso para republicanos da câmara dos EUA — Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Trump disse na semana passada ao jornal norte-americano "The New York Times" que quer integrar a Groenlândia aos EUA mesmo que isso coloque em risco a existência da Otan e que "não precisa" do direito internacional.
A Europa, inclusive, está preparando um plano de ação para caso Trump materialize suas ameaças de tomar a Groenlândia. Ainda não se sabe detalhes do plano, além de que ele inclui a França e a Alemanha —faz sentido que a Dinamarca, por ser responsável pela ilha, esteja envolvida.
Trump também afirmou ao jornal norte-americano acreditar que seus poderes como presidente dos EUA "se limitam apenas à sua própria moralidade" e que ele "não precisa" do direito internacional.
Trump quer comprar Groenlândia, diz Casa Branca
Donald Trump Jr. chegou há poucos dias a Nuuk, na Groenlândia — Foto: Emil Stach/Ritzau Scanpix/via REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera fazer uma oferta para comprar a Groenlândia, informou a Casa Branca nesta quarta-feira (7). A iniciativa ocorre apesar de a população da ilha afirmar que o território não está à venda.
Após pedido da Dinamarca, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que vai se reunir na próxima semana com representantes do país.
“Nada sobre a Groenlândia sem a Groenlândia. Vamos participar. Pedimos uma reunião”, afirmou a ministra Vivian Motzfeldt à TV pública local.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump discute “ativamente” com a equipe a possibilidade de compra da Groenlândia, que tem área aproximada à do Alasca, maior estado americano.
Segundo ela, o presidente avalia que a medida serviria para conter a influência da Rússia e da China no Ártico. Leavitt afirmou que a opção preferencial de Trump é a diplomacia, mas não descartou o uso da força.
O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, disse não ter conhecimento de planos de envio de tropas à Groenlândia. Segundo ele, não há discussões sobre ação militar, e o foco estaria em canais diplomáticos.
Johnson afirmou, no entanto, que não foi informado previamente sobre o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro. Desde então, Trump fez ameaças de intervenção em Cuba, Groenlândia, Irã, México e Colômbia.

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