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Ex-funcionária do Facebook processa a empresa por tentativas de silenciá-la

Em nota ao jornal britânico The Guardian, a Meta disse que a ex-funcionária usa o processo para vender livros. "Esta ex-funcionária está tentando usar o processo legal para vender livros, algo que o árbitro já decidiu que violou o acordo que ela assinou com a empresa quando aceitou um grande acordo financeiro anos atrás", afirmou a companhia.

O que a defesa e a editora dizem

O editor do livro de Sarah no Reino Unido, Mike Harpley, afirma que a ação detalha uma campanha de vigilância. "[O processo] detalha como a Meta aplicou sua ordem legal contra Sarah Wynn-Williams com uma campanha assustadora de vigilância. O livro "Careless People" levanta questões cruciais para a sociedade, e as ações da Meta impedem uma conversa pública necessária no Reino Unido e além", disse.

O advogado britânico de Sarah, Ravi Naik, critica o uso de arbitragem privada para restringir a autora. "Sem juiz, sem julgamento e sem qualquer conclusão de que ela tenha dito algo que não fosse verdade. Apenas um processo secreto entre um árbitro e uma das corporações mais poderosas do mundo", afirmou.

Naik diz que a ação é a primeira oportunidade de Sarah relatar publicamente o que ocorreu. "Esta é a primeira vez que Sarah consegue explicar ao mundo o que aconteceu com ela", disse ele, acrescentando: "Os documentos do tribunal registram os fatos do que Sarah foi submetida e expõem até onde a Meta foi para silenciá-la".

Vendas do livro e repercussão

Mesmo sem falar no festival literário, a aparição de Wynn-Williams coincidiu com um salto nas vendas do livro. Segundo a queixa, as vendas semanais cresceram 304,5% após o evento, e a editora Pan Macmillan informou que mais de 150 mil cópias foram vendidas no Reino Unido em todos os formatos desde o lançamento.

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