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Ex-ministro de Bolsonaro fica insatisfeito sobre disputa pelo Senado em Pernambuco e deixa PL

O ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto deixou o PL nesta quarta-feira (21) após o partido fechar a porta para sua candidatura ao Senado em Pernambuco. Ele concorreu ao governo em 2022 e à Prefeitura do Recife em 2024, bancado pela sua relação pessoal com Jair Bolsonaro.

Segundo lideranças do PL, a saída é um resultado direto da prisão do ex-presidente. Sem a possibilidade de intervenção direta de Bolsonaro, Gilson ficou isolado na legenda. Sua candidatura ao Senado não tem o apoio da cúpula estadual e nacional da sigla.

"Troco de partido, mas não de camisa. Sigo bolsonarista", afirmou Gilson Machado à Folha. Ele não afirmou para qual partido migrará, mas disse que pretende sair candidato por uma sigla de centro-direita. Interlocutores indicam a possibilidade de filiação ao Podemos ou ao Novo.

Em nota, ele resumiu o conflito. "Continuo sendo o nome defendido pelo presidente Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Pernambuco. Porém não sou o nome escolhido pela direção estadual do partido para essa missão", diz o comunicado.

No PL, a saída de Gilson foi celebrada nos bastidores. O partido quer concentrar esforços na candidatura do presidente estadual da sigla, Anderson Ferreira, que foi prefeito de Jaboatão dos Guararapes, o segundo município mais populoso de Pernambuco.

Dessa forma, a cúpula da legenda temia mais rachas internos e divisão de votos. Segundo integrantes do PL. há acordo para apoio de Flávio Bolsonaro a Anderson. Apesar da histórica tendência lulista de Pernambuco, bolsonaristas acreditam que o filho repetirá a votação de Jair Bolsonaro no estado, que fez 33,07% dos votos no segundo turno.

A aposta no PL é que uma transferência de votos bolsonaristas poderá eleger Anderson senador. Para isso, entende a sigla, é preciso concentrar esforços num só candidato. Nesse sentido, a saída de Gilson foi considerada positiva.

O PL acredita que o ex-ministro não terá espaço em um partido de centro para ser candidato ao Senado. Em siglas de direita "raiz", entendem seus ex-correligionários, não haverá verba para financiar uma campanha majoritária competitiva. O destino provável, acreditam, é uma candidatura à Câmara dos Deputados.

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