O aviso ocorreu na véspera da manobra da que a Guarda Revolucionária do Irã realizará na costa de seu país entre domingo e segunda-feira. Os exercícios militares —que geralmente são utilizados como uma demonstração de força— utilizarão munição real, segundo a mídia iraniana. (Leia mais abaixo)
O Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), divisão do Exército norte-americano que responde pelo Oriente Médio, pediu que os exercícios militares iranianos sejam realizados de forma "segura e profissional" e disse que qualquer comportamento que desvie disso representa um risco de escalar ainda mais as tensões militares entre Washington e Teerã.
Os exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica, braço direito e maior potência militar do regime do aiatolá Ali Khamenei, ocorrerão em um momento de escalada de tensões entre os EUA e o Irã por conta de ameaças feitas por Donald Trump. O presidente norte-americano afirma que atacará o país caso Khamenei não esteja disposto a negociar limitações a seu programa nuclear, e Teerã afirmou que responderá a qualquer agressão.
O local dos exercícios militares iranianos também é alvo de polêmica: o Estreito de Ormuz é um ponto vital para o tráfego global de petróleo e centenas de navios comerciais passam por ali diariamente. O estreito é uma travessa no coração do Oriente Médio e fica localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã e entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos (veja no mapa abaixo).
Estreito de Ormuz — Foto: Arte/g1
Exercícios militares do Irã
Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, discursa perante membros do Judiciário iraniano em Teerã em 16 de julho de 2025. — Foto: Gabinete do líder supremo do Irã/Wana via Reuters
A Guarda Revolucionária não detalhou a frota que participará da manobra, mas afirmou que haver disparos durante os exercícios.
➡️ Espécie de braço de elite das Forças Armadas iranianas, a Guarda Revolucionária iraniana está diretamente subordinadas ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A força responde, portanto, às ordens de Khamenei, que está acima do presidente na hierarquia política iraniana.
O anúncio foi feito em um momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, vem ameaçando uma ofensiva militar no Irã, em retaliação à demora que ele diz haver por parte de Teerã para chegar a um acordo de não proliferação nuclear com os Estados Unidos.
Nesta semana, Trump anunciou que navios militares norte-americanos estavam "a caminho" do Irã, mas não detalhou a finalidade da operação. Nesta sexta, fontes do governo dos EUA ouvidas pela agência de notícias Reuters afirmaram que o presidente norte-americano considera fazer ataques aéreos a pontos militares e governamentais estratégicos do Irã.
O objetivo, segundo as fontes da Reuters, seria incitar novamente os protestos que cresceram no país desde dezembro, mas que foram parcialmente desmobilizados por conta da forte repressão de forças iranianas — ONGs falam em mais de 6 mil mortos.
O plano, diz a agência, é que os próprios manifestantes invadissem prédios públicos alvejados pelos EUA e derrubassem o regime dos aiatolás, que governa o Irã desde o fim da década de 1970.

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