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Fachin faz discurso sobre 8/1, diz que mundo vive crise democrática e Brasil é exemplo de resiliência

Em evento no STF (Supremo Tribunal Federal) para lembrar os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023, o ministro Edson Fachin disse que o Estado democrático de Direito "está em crise no mundo contemporâneo", mas que o Brasil está "dando um grande exemplo de resiliência".

"Nada obstante, a memória é um alerta e uma advertência, porquanto o preço da democracia e da liberdade é mesmo uma eterna vigilância", disse o presidente do Supremo, em evento nesta quinta-feira (8).

Fachin fez um evento na sede do tribunal, cujo prédio foi o mais depredado da praça dos Três Poderes nos ataques golpistas. Ele estava ao lado de representantes de outros tribunais superiores, do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, e do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti.

Lewandowski é ministro aposentado do Supremo, que pediu demissão da pasta da Justiça. Messias, por sua vez, foi indicado pelo presidente Lula (PT) a uma vaga no STF.

Em seu discurso, Fachin também fez um desagravo ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos sobre os ataques golpistas, e um dos principais alvos de críticas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Permitam-me agora enaltecer o trabalho do Ministro Alexandre de Moraes na condução dos inquéritos e das ações penais que surgiram desse dia infame —e frisar, precisamente, o caráter exato de sua atuação", disse Fachin.

"Há quem confunda e tome a firmeza por jactância. E o ministro Alexandre de Moraes colocou-se firme por dever do ofício, com sacrifícios pessoais e familiares que não me cabe inventariar, e esteve onde precisava estar. Não por bravata, mas porque era o seu ofício —aquele mesmo que juramos exercer, com a vida se preciso for, na impermanência de nossos cargos", disse o ministro.

O STF lançou, nesta quinta, um documentário sobre os trabalhadores que limparam os entulhos dos ataques de 8 de janeiro e reconstruíram a sede do tribunal.

Pela manhã, Fachin faltou ao evento sobre o 8 de janeiro no Palácio do Planalto, organizado pelo presidente Lula. A ausência se somou à dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Não houve uma justificativa oficial para a ausência de Fachin no Planalto, mas interlocutores afirmam que foi uma atitude de cautela, por ter pouca informação sobre como seria a solenidade.

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