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Feira em SP expõe R$ 2,5 bilhões em jatos de luxo

Este ano, o foco é manter algo em torno de 5.000 a 6.000 convidados circulando no espaço, melhorando a experiência e buscando uma maior conversão de visitação em negócios, segundo a NMB. Pensando no perfil do visitante, que inclui, entre outros, o bilionário Joesley Batista, da JBS, a feira também tem exposição de carros de luxo, como Ferrari, BMW e McLaren, e até mesmo iates, com modelos das empresas Armatti e Schaefer.

Ferrari em exposição no Catarina Aviation Show 2026
Ferrari em exposição no Catarina Aviation Show 2026 Imagem: Alexandre Saconi

A própria estreia sul-americana do Bombardier Global 8000 no Catarina Aviation Show foi interpretada pelos organizadores como um símbolo da relevância crescente do Brasil no mercado internacional de aviação executiva. O país reúne a segunda maior frota de jatos executivos do mundo, e, para a JHSF, esse é um fator que ajuda a sustentar o interesse contínuo de fabricantes globais no mercado brasileiro e latino-americano.

A empresa ainda afirma que o diferencial do evento está no perfil exclusivo e altamente qualificado do público, voltado à geração de negócios e relacionamento. Para os próximos anos, a expectativa do grupo é ampliar ainda mais a presença internacional da feira, atraindo novos fabricantes, estreias globais e empresas ligadas à inovação e mobilidade avançada, mantendo a proposta de um evento mais seletivo e focado em experiências integradas ao universo da aviação executiva.

Para Pedro Ferreira, diretor comercial e líder da área de aeronaves da empresa de comércio exterior Timbro, o mercado tem se mostrado mais forte a cada ano. "O mercado está crescendo, e nós também acompanhamos isso ano após ano. A expectativa é a de que em 2026 a gente tenha um ano muito melhor do que o ano passado, com um crescimento em torno de 15% a 20%. Ao mesmo tempo, aumentou a presença de aviões com um valor maior, o que deve auxiliar nesses números", diz o executivo.

O ano também deve ter um crescimento recorde devido à pressa na aquisição de aeronaves com receio do impacto da reforma tributária. Ferreira explica que, com a entrada da reforma em vigor em 2027 e com o imposto do pecado, que abrange aeronaves executivas, os clientes estão apressando a compra de aeronaves para fugir das novas regras e economizar.

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