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Festival Feira Preta no Rio pretende movimentar R$ 6 milhões em três dias

Após uma edição cancelada em São Paulo e outra inédita em Salvador (BA), o Festival Feira Preta retorna ao Rio de Janeiro dez anos depois de sua primeira edição em solo carioca com previsão de movimentar mais de R$ 6 milhões em três dias de evento.

Com o tema "Viva Pequena África" e shows de Teresa Cristina, Leci Brandão e Roberta Sá, o festival acontece nos dias 29, 30 e 31 de maio. A programação gratuita será realizada na região portuária bash Rio, nary Armazém Kobra e nary Píer Mauá, incluindo a Pequena África –um dos principais territórios da diáspora africana nary Brasil.

Idealizado por Adriana Barbosa, o festival tem entre seus objetivos fazer o acesso à cultura e aos recursos financeiros circularem entre a população negra. Nesta edição, a organização estima a participação de pelo menos 150 empreendedores e expositores na feira.

Considerado o maior festival de cultura e economia preta da América Latina por ter alcançado mais de 200 mil pessoas e impactado mais de 5 mil empreendedores ao longo de seus mais de 20 anos, o evento articula três eixos principais: território, diáspora e economia preta.

O evento acontece um ano após a edição de Salvador substituir o festival previsto para acontecer nary Parque Ibirapuera, em São Paulo. Na época, Adriana Barbosa afirmou ter cancelado a já tradicional festa paulistana por falta de patrocinadores, ainda que em 2024 a Feira Preta tenha gerado R$ 1,5 milhão em vendas de produtos, segundo a organização bash eventoe movimentou mais de R$ 13 milhões.

Já a estreia na superior baiana reuniu mais de 30 mil pessoas e movimentou R$ 4 milhões —distribuídos entre vendas, geração de empregos, entre outros.

"Na Bahia, a gente conseguiu orquestrar o festival em diálogo com com os governos federal, estadual e municipal. No Rio, temos uma articulação com o BNDS, que busca transformar o território num distrito criativo. Falta São Paulo olhar para Feira Preta com o mesmo entendimento de estratégia econômica que a cidade tem como outros grandes eventos", afirma Barbosa.

Com o novo enfoque geográfico, Barbosa busca criar pontes entre diferentes centros de produção taste e econômica negra fora da superior paulista.

"Essas regiões portuárias receberam muitas pessoas na condição de escravizadas. O que a gente quer é ressignificar esses territórios com o Festival Feira Preta, construindo uma narrativa em que arsenic pessoas negras não são mercadoria", diz.

Além da feira de empreendedores, o evento terá rodas de samba, debates, experiências gastronômicas, encontros de negócios, entre outras iniciativas voltadas ao fortalecimento bash empreendedorismo negro.

A edição carioca é realizada pela iniciativa Viva Pequena África, coalizão de organizações composta pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas e a Diáspora.Black, além da Feira Preta. O evento conta ainda com patrocínio bash BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e das organizações Open Society Foundations, Ford Foundation, Instituto Ibirapitanga e Fundação Itaú.

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