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Fictor deve incluir mais 12 empresas na recuperação judicial, diz perícia

Conglomerado administra oito empresas. As companhias Fictor Alimentos S.A, Fictor Asset, Fictor Energia, Fictor Real Estate, FictorPay, Dr. Foods, Fredini Alimentos e Vensa Alimentos fazem parte da holding que diz empregar cerca de 10 mil funcionários. Nos últimos dois anos, a empresa abriu escritórios nos Estados Unidos e em Portugal.

Holding nasceu no ramo de tecnologia. Com as atividades inicialmente voltadas para logística e gestão empresarial, a empresa passou a expandir os negócios em meados da década passada. Em 2018, entrou no agronegócio como negociadora de commodities (matérias-primas com cotação internacional, a exemplo de soja e milho).

Atuação da holding ganhou destaque há dois anos. Após ingressar no ramo de energia e no setor financeiro com o lançamento da FictorPay, os holofotes cresceram com a aquisição da Atom, uma pequena empresa de treinamento de traders negociada na Bolsa. O movimento alterou o modelo do negócio e possibilitou a execução do IPO da Fictor Alimentos.

Fictor Alimentos reúne unidades em MG e no RJ. Segundo a empresa, a companhia sustenta uma cadeia de 3.500 empregos diretos e 10.000 indiretos, além de carteira ampla de clientes. O advogado Carlos Deneszczuk, responsável pelo pedido de recuperação judicial, afirma que os ativos operacionais seguem funcionando e a base produtiva permanece relevante.

Concessão de crédito é atividade central da empresa. Com o ingresso no universo financeiro, a concessão de empréstimos a servidores estaduais e municipais entrou no portfólio da Fictor e motivou a tentativa de adquirir o Banco Master, um dia antes da liquidação extrajudicial da instituição liderada por Daniel Vorcaro.

Negócio com o Palmeiras atraiu os olhares para o Fictor. Após assinar um contrato de patrocínio de R$ 30 milhões com o Palmeiras, as ações da empresa dispararam de R$ 15 milhões para R$ 140 milhões entre março e novembro de 2025. No último fechamento, os papéis da empresa caíram quase 20% e derrubaram o valor de mercado da Fictor (FICT3) para R$ 50 milhões.

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