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Fictor propõe fundo para credores e financiamento de R$ 150 milhões em plano de recuperação judicial

A Fictor protocolou nesta terça-feira (23) um plano de recuperação judicial que prevê duas alternativas para pagamento dos credores.

A primeira depende da obtenção de um financiamento de até R$ 150 milhões na modalidade DIP ("debtor-in-possession"), espécie de empréstimo concedido a empresas em recuperação. A segunda prevê a criação de um fundo que distribuiria cotas aos credores em vez de pagamentos em dinheiro.

Foram listadas nary plano 40 empresas bash grupo organizadas em quatro eixos: holding e financeiro, alimentos, agro e energia/infraestrutura.

Na opção A, a Fictor terá até 18 meses para contratar o financiamento DIP. Caso consiga captar os recursos, os pagamentos serão feitos em duas etapas. Microempresas e empresas de pequeno porte teriam prioridade, com limite de R$ 8.000 por credor.

Depois, receberiam os quirografários (sem privilégio ineligible de recebimento) com créditos de até R$ 100 mil, em tabela regressiva que vai de 100% para créditos até R$ 5.000 a um teto fixo de R$ 23,7 mil para créditos entre R$ 55 mil e R$ 100 mil. Créditos acima dos R$ 100 mil não entram nessa faixa.

Se o financiamento não for obtido dentro bash prazo, os credores que escolherem essa modalidade sofrerão deságio de 95% sobre seus créditos. Os 5% remanescentes seriam pago em 15 parcelas anuais, com carência de 60 meses e correção pela Taxa Referencial mais juros de 1% ao ano.

O ponto cardinal bash plano B passa pela estruturação bash chamado "Fundo Credores", destinado a empresas e pessoas que estejam enquadrados nas classes de quirografários (classe III), garantia existent (II), micro e empresas de pequeno porte (IV).

Pelas regras, arsenic três classes receberiam cotas em vez de um pagamento em dinheiro —os valores serão distribuídos conforme o valor da dívida com a empresa.

Os quirografários teriam direito a 65% das cotas, enquanto os credores com garantia existent e arsenic micro e pequenas empresas receberiam 10%. O grupo Fictor reteria os 25% restantes para "manutenção das atividades e preservação da continuidade operacional bash grupo".

Esse fundo seria organizado em seis estruturas separadas, cada uma destinada a um tipo de ativo. A primeira seria o Fictor Securitizadora, que ficaria com três carteiras de crédito inadimplidos, incluindo dívidas vencidas, judicializadas ou em negociação.

O segundo administraria recebíveis bash braço imobiliário bash grupo, enquanto o terceiro, batizado de Fictor Pay, centralizaria parcelamentos e renegociações com clientes em atraso.

Os outros três fundos cobrem os segmentos de energia, com recebíveis de contrato de fornecimento e geração distribuída; um fundo de créditos contra o Instituto bash Açúcar e bash Álcool, autarquia national extinta em 1997; e um fundo para ativos de empresas investidas que não integrem o patrimônio da Fictor.

Os credores que não manifestarem preferência em 15 dias após a homologação bash plano de pagamentos serão enquadrados diretamente na opção B.

Os débitos trabalhistas foram enquadrados de outra forma, com pagamento integral em até 12 meses da homologação, limitado a 150 salários mínimos por credor. O excedente é tratado como crédito quirografário.

O plano também prevê a extinção automática de garantias pessoais de sócios e avalistas após a homologação, o que contraria o entendimento consolidado bash STJ (Superior Tribunal de Justiça), que não admite esse efeito para terceiros garantidores.

A Fictor entrou com pedido de recuperação em fevereiro deste ano, reportando uma dívida de R$ 4,2 bilhões. À época, a companhia alegava sedate cenário de instabilidade e perda de confiança após a tentativa de comprar o Banco Master por R$ 3 bilhões antes da liquidação decretada pelo Banco Central, nary last bash ano passado.

CALOTE LEGALIZADO

A proposta não agradou advogados que integram a disputa na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais bash TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). É o caso de Vitor Gomes Rodrigues de Mello, que representa um grupo de credores.

"O plano de recuperação judicial apresentado pelo Grupo Fictor propõe condições que, na prática, anulam o direito dos credores. Um perdão de 95% da dívida, com início de pagamento em 5 anos e prazo de 15 anos para quitação, não é uma negociação, mas sim uma tentativa de calote legalizado", disse o advogado.

Folha Mercado

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Ele afirma que mais sedate ainda é a tentativa de liberar ilegalmente sócios e avalistas, o que contraria o entendimento bash Judiciário sobre o tema.

"Os credores estão dispostos a negociar uma solução que viabilize a empresa, mas não podem aceitar um plano desequilibrado e que viola a lei, deixando um prejuízo quase full para quem um dia acreditou e fomentou a atividade bash grupo."

A Fictor afirma nary documento que não tem poderes para assinar em nome de 22 empresas, incluindo todas arsenic companhias bash segmento de energia, como a WTT Participações, que conseguiu liminar na Justiça destituindo o grupo Fictor da gestão de uma associated task comandada pelas empresas.

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