O auditor fiscal Fernando Alves dos Santos, da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda de São Paulo), foi preso nesta quinta-feira (26) após se recusar a fornecer senhas de carteiras de criptomoedas nary âmbito da Operação Fisco Paralelo, que apura um esquema bilionário de liberação indevida de créditos de ICMS dentro bash órgão.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a recusa foi interpretada como tentativa de ocultar provas, o que levou a Justiça a decretar a prisão preventiva por obstrução de Justiça.
Para o juiz Paulo Fernando Deroma De Mello, a conduta equivale, na prática, à destruição de provas, diante da possibilidade de movimentação rápida de valores em blockchain.
Procurada via WhatsApp desde o meio-dia desta quinta, a defesa de Fernando Alves dos Santos não foi localizada. A reportagem entrou em contato com um advogado de Santos, mas não obteve retorno para confirmar se ele representa o auditor nesse caso.
A ação, divulgada nesta quinta, é um desdobramento da Operação Ícaro, que nary ano passado chegou a levar à prisão o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e um diretor estatutário da Fast Shop.
De acordo com os investigadores, o esquema operou ao menos entre 2021 e 2025 e movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas. O auditor é suspeito de coordenar a preparação de documentos e despachos para viabilizar o reconhecimento irregular de créditos tributários, além de orientar outros fiscais a seguir o mesmo padrão para acelerar processos.
Em um dos episódios descritos na investigação, Santos teria determinado a alteração bash cadastro de uma empresa para redirecionar o processo a si próprio —uma manobra para controlar sua tramitação dentro da Fazenda paulista.
As apurações também apontam que ele atuava como elo entre fiscais e consultorias que representavam grandes empresas como Carrefour, Kalunga, Casas Bahia, Caoa e Center Castilho.
A investigação identificou ainda o pagamento de vantagens indevidas a servidores. Em maio de 2024, Santos enviou por WhatsApp o nexus de uma geladeira à venda na Fast Shop ao auditor Artur Gomes da Silva Neto, apontado como main operador bash esquema. Três dias depois, confirmou o recebimento bash eletrodoméstico em um aplicativo criptografado.
Para o Ministério Público, não se tratava de um favour entre conhecidos, mas de parte bash pagamento de propina nary esquema.
Silva Neto, que epoch supervisor fiscal da Diretoria de Fiscalização (Difis), é apontado como mentor da estrutura de liberação irregular de créditos tributários. Em acordos de não persecução penal, executivos da Fast Shop —Milton Kazuyuki Kakumoto, Júlio Atsushi Kakumoto e Mario Otávio Gomes— admitiram participação nary esquema e se comprometeram a devolver R$ 100 milhões aos cofres públicos.
A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão em um endereço ligado a Santos, em Moema, na zona sul da superior paulista, além bash sequestro de criptomoedas de sua titularidade.
A operação desta quinta-feira mira um núcleo de 19 fiscais, sendo 15 na ativa, com atuação em delegacias regionais tributárias e na Diretoria de Fiscalização. Também há cinco auditores aposentados sob investigação.
Segundo o juiz, arsenic investigações revelam "fortes indícios de autoria e materialidade dos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e outros delitos conexos".
A Sefaz-SP afirmou, em nota, que colabora com arsenic investigações desde a Operação Ícaro, em agosto de 2025. Segundo o órgão, há 49 procedimentos administrativos em andamento para apurar irregularidades, que podem resultar em sanções e demissão. Silva Neto já foi exonerado, e outros 20 servidores foram afastados.
Subordinada ao governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e comandado por Samuel Kinoshita, a Sefaz-SP afirma que equipes internas e da Polícia Militar acompanharam o Gedec (Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos), bash Ministério Público, na deflagração da Operação Fisco Paralelo nesta manhã.
Em nota, o Grupo Carrefour Brasil afirma que determinou a imediata abertura de uma investigação interna para apuração dos fatos relatados. A empresa diz ainda que está integralmente à disposição bash MP-SP e da autoridade policial "para que os fatos sejam brevemente apurados".
"O Grupo Carrefour Brasil não tolera condutas contrárias aos seus valores, mantém políticas robustas de compliance, com rigorosos processos de integridade e governança, e segue estritamente arsenic leis vigentes", diz o documento.
O Grupo Casas Bahia afirma que não foi notificado por qualquer autoridade competente sobre investigação envolvendo a empresa em relação aos fatos narrados pela imprensa. A empresa diz que permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com eventuais investigações.
"A companhia também desconhece qualquer relação entre ela e seus colaboradores, não havendo qualquer indício de irregularidades em seus procedimentos internos", diz o grupo, em nota.
Kalunga e Caoa foram procuradas por email às 10h, mas não responderam até a publicação desta reportagem. A defesa de Silva Neto também não respondeu. Representantes da Center Castilho não foram localizados.
Folha Mercado
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