A proposta, discutida há vários meses, prevê o envio de tropas estrangeiras por terra, mar e ar. Segundo o presidente francês Emmanuel Macron, a iniciativa busca garantir a segurança no período seguinte ao cessar-fogo e impedir uma nova ofensiva russa.
Ao todo, 27 chefes de Estado se reuniram nesta terça-feira em Paris para discutir um possível acordo de paz. Antes do encontro, o presidente francês recebeu no Palácio do Eliseu os enviados dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, para conversas preparatórias.
Na reunião, líderes europeus concordaram em criar mecanismos de monitoramento do cessar-fogo sob liderança americana e em manter assistência militar de longo prazo às Forças Armadas da Ucrânia.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que ainda existem obstáculos políticos e legais para a implantação de forças estrangeiras no país. Segundo ele, nem todos os países estão prontos para assumir esse compromisso.
Zelensky disse que o apoio à Ucrânia também pode ocorrer por meio do envio de armas, tecnologia e inteligência. Para o presidente, a participação de França e Reino Unido é essencial para dar credibilidade à coalizão.
Após a reunião, o enviado americano Steve Witkoff afirmou que os protocolos de segurança para o período pós-cessar-fogo estão, em grande parte, concluídos.
Discussão sobre territórios
Zelensky se reúne com lideranças europeias em Paris, em 6 de janeiro de 2026 — Foto: Ludovic Marin/Pool via REUTERS
Autoridades da Ucrânia e dos Estados Unidos discutiram “algumas ideias” para tratar da questão territorial nas negociações de paz, disse Zelensky. Segundo ele, esse é o principal impasse restante no processo.
A Ucrânia sofre pressão dos Estados Unidos para fechar rapidamente um acordo, que pode envolver concessões. O governo ucraniano, no entanto, rejeita as exigências da Rússia para ceder áreas que ainda controla no leste do país, na região de Donbas.
Separadamente, Witkoff disse a jornalistas que opções relacionadas ao território foram debatidas durante as conversas em Paris e que as negociações continuarão.
Mais cedo, a Ucrânia havia informado que os Estados Unidos sugeriram a criação de uma zona econômica livre caso Kiev se retire de partes da região de Donetsk que ainda estão sob controle das forças ucranianas.

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4 semanas atrás
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