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Fraude na Americanas: perguntas ainda sem respostas

Fachada das Lojas Americanas
Fachada das Lojas Americanas Imagem: Foto: Divulgação/Gustavo Lacerda

A operação policial que trouxe o escândalo das Americanas de volta ao noticiário sinaliza que o Ministério Público está buscando provas para eventualmente responsabilizar novos atores, sobretudo os bancos, na fraude bilionária da rede varejista.

A operação envolveu o bloqueio de R$ 54 bilhões e a realização de busca e apreensão em face de dois executivos do Itaú (Gustavo Balassiano, hoje na XP, e José Rudge), dois do Santander (Alexandre Abdo e André Almeida) e um do Bradesco (Carlos Henrique Villela). Também foram alvo de buscas Sergio Rial, ex-presidente da americanas que revelou o escândalo dias após assumir o comando da empresa, em janeiro de 2023, e Carlos Alberto Sicupira, acionista de referência. E os ex-integrantes do conselho Paulo Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann, e Eduardo Saggioro.

Segundo fontes próximas à companhia, a investigação interna da Americanas já tinha apontado conversas potencialmente comprometedoras de executivos de alguns dos bancos que emitiam dívidas da companhia. Acredita-se que Fabio Abrade — que era o executivo da Americanas que fazia a interlocução com os bancos — tenha revelado essas conversas e os seus interlocutores na sua delação premiada.

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