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Fundo Esh vira assistente de acusação no processo em que Tanure é réu

Segundo a denúncia do MPF, dias antes da aquisição, Tanure e o então controlador Upcon, Gilberto Benevides — que também é réu no processo — teriam orquestrado um aumento no capital social da empresa para inflar artificialmente seu patrimônio. Com isso, a Gafisa precisou desembolsar um volume maior de ações para adquirir a Upcon

Benevides teria obtido um empréstimo de R$ 118 milhões junto à corretora Planner, de Maurício Quadrado, aliado de Tanure, para elevar o capital da empresa, de R$ 2,5 milhões negativos para R$ 180 milhões. Ainda segundo a denúncia, o dinheiro para elevar o capital da Upcon seria do próprio Tanure. Benevides teria depois repassado parte das ações, com desconto de 20%, para o fundo Singular Plus, de Tanure, e que era vinculado ao Banco Master.

Compliance Zero

Em janeiro, Tanure foi alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Na época, o ministro Dias Toffoli, então ainda atuando como relator do caso Master, determinou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões de patrimônio de Tanure, acusado de atuar como "sócio oculto do BANCO MASTER, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas", com "aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais".

Na época, a defesa do empresário divulgou nota afirmando que o empresário possui "décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários e jamais havia sido acusado de qualquer prática supostamente delitiva no contexto das empresas em que foi acionista".

CVM

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