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Galípolo defende 'cautela' sobre juros diante da 'incerteza' sobre guerra

Diante disso, Galípolo defendeu cautela. "A ideia de cautela para o Banco Central é tomar tempo para conhecer melhor o problema para dar passos mais seguros da política monetária", afirmou.

É dessa cautela que temos nos beneficiado, ao permitir enfrentar o choque [atual], com taxa de câmbio mais bem comportada.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central

Inflação deve aumentar

Em razão da guerra, a expectativa de inflação aumentou pela quarta semana consecutiva. A previsão subiu de 4,32% para 4,36% para o final de 2026, segundo o Boletim Focus, um relatório do BC com a análise de mais de cem economistas. Essa expectativa também é maior para 2027 (de 3,84% para 3,85%) e 2028 (de 3,57% para 3,60%).

A consequência pode ser a redução menor da taxa de juros ao longo do ano. Utilizada para conter a inflação, a Selic caiu apenas 0,25 ponto percentual em março, contra expectativa inicial de 0,50 ponto percentual. Ainda assim, o boletim manteve em 12,5% a expectativa de juros para o final do ano.

"Choques" dificultam trabalho do BC

Incluindo a guerra no Irã, Galípolo citou "quatro choques de oferta nos últimos seis anos", sem especificá-los. "Esse trabalho de conter a inflação tem gerado ceticismo sobre os números oficiais da economia", disse ele ao afirmar que a população não percebe a inflação baixa porque os preços estacionaram em patamar elevado.

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