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Garçonete ruiva será indenizada após ser chamada de 'Curupira' pela chefe

Ela afirmou que foi humilhada e perseguida. "A supervisora a chamava de "curupira" e "água de salsicha" devido à mudança no visual, e o gerente a pressionava para "tirar o ruivo que não era 'padrão'", relatou o TST. A trabalhadora ressaltou que era uma das funcionárias mais qualificadas do local e recebia elogios tanto de clientes quanto de hóspedes.

De acordo com a garçonete, as ofensas começaram no quinto mês do contrato, quando decidiu mudar a cor dos cabelos. O manual interno da empresa permitia a coloração dos fios, desde que o resultado fosse "discreto e com aparência natural".

Rede de hotel nega assédio

Na ação, a empresa negou que tivesse cometido assédio moral e argumentou que as regras sobre aparência estavam bem definidas. Segundo ela, as normas fazem parte do poder de gestão do empregador e visam manter um padrão profissional, sem "elementos distrativos".

A empresa também sustentou que a garçonete estava ciente de um manual interno. O documento dá orientações sobre cabelo, unhas, tatuagens, piercings e uniformes.

O que ficou decidido

A primeira instância concordou que a dispensa foi discriminatória e determinou que a empresa pagasse o valor em dobro da remuneração desde o momento da demissão, em junho de 2017, até a sentença, em agosto de 2019. No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ) reformou a decisão por entender, com base nos depoimentos das testemunhas, que a dispensa tinha mais a ver com uma animosidade pessoal do que uma "discriminação estética".

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