O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, usou as redes sociais nesta segunda-feira (26) para fazer uma defesa do colega Dias Toffoli, que é alvo de questionamentos por sua condução do caso do Banco Master e potenciais conflitos de interesse com investigados.
"O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições", escreveu Gilmar Mendes no X.
"No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso." O texto faz referência ao parecer da PGR que negou afastamento de Toffoli do caso.
"A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições", finalizou Gilmar.
Gilmar sai em defesa do colega em momento no qual Toffoli sofre pressão para deixar a supervisão do caso do Banco Master. A interlocutores Toffoli disse que, neste momento, descarta abdicar do processo por não ver elementos que comprometam a sua imparcialidade.
O ministro tomou medidas como a imposição do mais alto grau de sigilo ao caso, acareação de investigados com diretor do Banco Central e armazenamento das provas no seu gabinete –uma parte das decisões foi depois revertida.
Também vieram à tona potenciais conflitos de interesse com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Dois irmãos e um primo do ministro foram sócios do cunhado de Toffoli no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR).
Nesta segunda-feira, a Folha mostrou que o presidente Lula (PT) está irritado com Toffoli, pelo que considera um desgaste institucional do Supremo. Ele tem dito a auxiliares que Toffoli deveria abrir mão da condução do inquérito ou renunciar à cadeira do tribunal.
Na semana passada, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, também publicou nota em que defende a atuação de Toffoli. Nos bastidores, Fachin articula pela implementação de um Código de Ética para a corte.

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