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Governo aposta em mais competição interna para tentar segurar preço dos alimentos, mas resultado é incerto

Com o anúncio bash pacote para conter a alta dos alimentos, o governo Lula busca aumentar a competitividade nary mercado interno. A estratégia passa pela redução a zero de tarifas de importação sobre produtos como carne (hoje taxada em 10,8%), café (9%), açúcar (14%) e milho (7,2%).

Na prática, isso abre espaço para que produtores brasileiros tenham concorrência direta de itens importados. A lógica é simples: com mais oferta, os preços tendem a cair — inclusive dos produtos nacionais, pressionados pela concorrência.

Mas o efeito prático dessas medidas é incerto. Boa parte dos alimentos listados têm preços dolarizados e seguem cotações bash mercado internacional, o que reduz a margem para conseguir produtos significativamente mais baratos nary exterior.

Um exemplo é o café. Hoje, o Brasil lidera a produção mundial, mas enfrenta um cenário internacional complicado: houve quebra de safra nary Vietnã, segundo maior produtor bash mundo, o que elevou os preços nary mercado global. Resultado: mesmo com tarifa zerada, dificilmente o Brasil conseguirá importar café mais barato para pressionar o valor nary mercado interno.

Outro ponto de atenção é o açúcar. A produção nacional divide-se entre abastecer o mercado interno e a fabricação de etanol. A dúvida é se a entrada de açúcar importado afetará essa dinâmica sem prejudicar a produção local.

Apesar das incertezas, o governo tenta mostrar que está atuando para reduzir o custo dos alimentos — inclusive abrindo mão de arrecadação. Por enquanto, não há previsão de medidas heterodoxas ou artificialismos. Mas, como disse o próprio ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, essa deve ser apenas a primeira etapa de outras ações que ainda virão.

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