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Governo do Rio de Janeiro cassa registro da Refit

Teve o nome na lista de brasileiros com offshores em paraísos fiscais. Magro apareceu nos chamados Panama Papers com seis offshores, algumas delas gerenciadas pela Mossack Fonseca, escritório panamenho especializado na abertura de empresas de fachada para facilitar a ocultação dos verdadeiros donos.

Ele também foi investigado por suposto esquema de corrupção na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Na denúncia arquivada, o MP-SP (Ministério Público de São Paulo) apontou que as empresas do conglomerado eram usadas em esquemas de sonegação e adulteração das bombas de combustíveis. Magro, por sua vez, segundo o órgão, pagava propina a um agente do regulador para manter uma "rede de proteção".

Investigado foi também advogado do ex-deputado Eduardo Cunha. Ele atuava em defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados, preso em 2016 sob a acusação de desvios em fundos de pensão. Anos depois, Cunha foi absolvido.

O que diz a Refit

Em nota, a empresa diz que "questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo". "Importante ressaltar que a atual gestão da Refit herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores e, desde então, vem adotando medidas para regularização dessas obrigações. Somente ao Estado do Rio, a empresa realizou pagamentos da ordem de R$ 1 bilhão no último exercício."

Segundo a empresa, "as operações contra a Refit prejudicam a concorrência no setor de combustíveis e privilegiam a atuação de um cartel. A Refit afirma que "o cartel" é "formado por três grandes empresas já condenadas pelo Cade por controlarem o preço do combustível nos postos, prejudicando a população e contribuindo para o aumento da inflação no país".

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