Alimentos puxaram a inflação. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os alimentos foram os responsáveis por conter uma possível deflação no mês de janeiro. Com impacto de 0,23 ponto percentual sobre o índice geral, a inflação do grupo ficou em 1,06% no mês. Contribuíram para o avanço as altas de preço do tomate (17,12%) e do café moído (7,07%). Por outro lado, batata-inglesa (-14,16%) e o leite longa vida (-2,81%) pesaram menos no bolso.
Uma das principais frentes de atuação é o estímulo à produção nacional. O ministro disse que o governo tem trabalhado para diminuir os juros para os produtores de alimentos que abastecem o mercado interno, através do Plano Safra e do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Além disso, há um esforço para ampliar a produção com o desenvolvimento de novas sementes, como a de arroz pela Embrapa.
Diminuição do custo de intermediação no PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador). O ministro Paulo Teixeira disse que o PAT é um programa que investe cerca de R$ 150 bilhões para 22 milhões de trabalhadores e que custo de intermediação do programa é considerado alto, estimado em 10%. De acordo com ele, o governo reconhece que esse custo de intermediação onera o programa e que estão buscando desenvolver mecanismos para que o benefício chegue de forma mais barata aos trabalhadores e ao comércio. O objetivo é reduzir esse custo para que o valor do benefício seja melhor aproveitado e possa contribuir para a diminuição do preço dos alimentos.
O governo também busca aperfeiçoar programas de apoio aos produtores. Há discussões dentro do governo, segundo Teixeira, para melhorar o Pronaf, mas também o Pronan (Programa Nacional de Alimentação e Nutrição) para os médios produtores, para aumentar a produção de alimentos e, assim, diminuir o preço no mercado local.
Outra medida é o controle da tarifa de importação de forma seletiva e progressiva. O objetivo é que o preço de produtos importados não prejudique a produção interna, mas que possa trazer melhoria nos preços de produtos no Brasil.
Equilíbrio fiscal também foi pauta da entrevista. O ministro também enfatizou que o governo federal está comprometido com o equilíbrio fiscal e que a confiança na gestão atual é um fator importante na estabilidade do câmbio, que tem um impacto direto nos preços dos alimentos. A queda recente do dólar é atribuída a essa confiança, mas principalmente, segundo o Teixeira, ao que ele chamou de efeito Donald Trump. As incertezas do mercado internacional sobre as eleições dos Estados Unidos e as futuras medidas econômicas de Trump fizeram o dólar valorizar em diversos países, não só no Brasil e, agora, a cair também.

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