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Governo estuda mais ações para evitar greve de caminhoneiro, diz ministro

Governo está "animado" com diálogo com caminhoneiros. Segundo Renan Filho, o diálogo com a categoria "está muito bom". Os caminhoneiros suspenderam o indicativo de greve na semana passada. O governo tem muitas frentes".

Governo vai usar nota fiscal eletrônica para cumprimento de frete mínimo a caminhoneiros. O ministro dos Transportes disse que a fiscalização mais rigorosa e apoiada na checagem das emissões de notas fiscais eletrônicas vai garantir o cumprimento da Medida Provisória 1.343/2026, que reforçou as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas.

Vai dar para fiscalizar. Por isso as grandes empresas já se posicionaram, por isso os caminhoneiros estão felizes. O CIOT [Código Identificador da Operação de Transporte], em alguns dias, com a adequação do sistema, vai barrar a contratação de quem paga abaixo da tabela mínima do frete, e nós vamos garantir o cumprimento da tabela. Renan Filho, ministro dos Transportes

MP busca garantir maior transparência nas operações e endurecer a fiscalização sobre contratantes e empresas do setor. Entre as principais mudanças está o endurecimento das penalidades para o descumprimento das regras. Empresas transportadoras poderão sofrer desde a suspensão cautelar do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas até o cancelamento da autorização para atuar no setor por até dois anos, em casos mais graves ou de reincidência. Os transportadores autônomos não serão alvo dessas suspensões.

Frete mínimo pode ter impacto nos preços ao consumidor. O cumprimento do frete mínimo pode não chegar ao consumidor final, disse Renan Filho. Segundo ele, muitas empresas não pagam frete mínimo para ter margem de lucro maior.

Se o frete sobe, em tese, pode acontecer de aumentar o produto na ponta. Mas grandes companhias não pagavam o preço mínimo do frete para ampliar o lucro. Agora, ele pode aumentar a margem de qualquer outra maneira, reduzindo custo em outra parte, mas no caminhoneiro, não. Renan Filho, ministro dos Transportes

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