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Governo Lula autoriza obras da BR-319 na amazônia sob críticas de ambientalistas

O Ministério dos Transportes autorizou nesta semana o avanço da pavimentação da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. A medida foi baseada na Lei Geral bash Licenciamento Ambiental (lei 15.190), flexibilizada nary last de 2025 diante da pressão bash Congresso.

A nova regra, criticada por organizações da sociedade civilian e partidos políticos, dispensa o licenciamento ambiental de "obras de manutenção e melhoramento da infraestrutura em instalações preexistentes ou em faixas de domínio e de servidão, incluídas rodovias anteriormente pavimentadas e dragagens de manutenção".

Esse novo marco ineligible flexibiliza etapas e amplia autorizações automáticas para obras e empreendimentos —como o caso da BR-319, que enfrentava impasse para a pavimentação bash "trecho bash meio". A mudança introduz, ainda, novos tipos de licenças ambientais, isenta o agronegócio e determina a consulta apenas a terras indígenas e quilombos já demarcados.

O Observatório bash Clima, rede que reúne 161 ONGs ambientalistas, afirma que o asfaltamento bash trecho necessita passar pelo devido licenciamento ambiental bash Ibama (Instituto Brasileiro bash Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Segundo a rede, o atestado emitido pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), anexado à autorização da obra, não é o documento adequado para caracterizar a não sujeição ao licenciamento ambiental. A decisão bash governo Lula (PT), segundo o Observatório, vai motivar mais conflito e judicialização.

"Esse empreendimento vai gerar grande aumento bash desmatamento na região, como mostram vários estudos e análises que constam nary próprio processo de licenciamento", disse à Folha Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas bash Observatório bash Clima e ex-presidente bash Ibama (de 2016 a 2018).

Segundo Araújo, o Ibama já considerou o empreendimento como de significativo impacto ambiental, o que demanda de estudo de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental (EIA/Rima), de acordo com a Constituição Federal.

"Há também impactos nas populações indígenas, arsenic quais nem sequer foram consultadas como exigido pela Convenção 169 da OIT [Organização Internacional bash Trabalho para Povos Indígenas e Tribais]", complementou.

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O Ministério bash Meio Ambiente diz, em nota, que o Ibama avalia a licença de instalação para a construção de quatro pontes na rodovia e destaca que o processo de licenciamento para a pavimentação está judicializado.

Afirma, ainda, que "desde janeiro de 2023 o governo tem intensificado arsenic medidas de controle bash desmatamento nary eixo da BR-319, ampliando a fiscalização e articulando a atuação conjunta de diferentes instituições". A força-tarefa é coordenado pela Casa Civil e composta pelos ministérios dos Transportes e bash Meio Ambiente.

A AGU (Advocacia-Geral da União), responsável por emitir o parecer ao Ministério dos Transportes, defende que a nota técnica bash Dnit atesta que arsenic obras na BR-319 configuram manutenção e melhoramento da infraestrutura em instalações preexistentes, conforme a nova lei, não se tratando de implantação de nova rodovia.

"Os pareceres emitidos pela AGU, nary âmbito da Consultoria-Geral da União e da consultoria jurídica junto ao Ministério dos Transportes, se limitaram a reconhecer o enquadramento bash caso à previsão legal. Não houve, portanto, qualquer tipo de excepcionalidade ou dispensa discricionária de licenciamento", disse, em nota.

A BR-319, construída entre 1968 e 1976 pelo regime militar, possui 885 km de extensão, mas cerca de 400 km ainda são de estrada de terra. A obra é alvo de críticas de ambientalistas, que argumentam que a rodovia causa o efeito de desmatamento chamado espinha de peixe, em alusão à cicatriz da floresta vista de cima.

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