O governo segue confiante em acordos para manter os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a trechos da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e da LOA (Lei Orçamentária Anual).
O veto às “saidinhas”, do PL (projeto de lei) aprovado em março que limita as saídas temporárias de presos, no entanto, é visto como derrota certa para governistas no Congresso, segundo apurou o Poder360.
A sessão conjunta do Congresso para a análise de vetos presidenciais está marcada para 9 de maio.
Integrantes da base de apoio a Lula no Legislativo afirmam que o acordo para a liberação de R$ 3,6 bilhões em emendas de comissão aos congressistas, dos R$ 5,6 bilhões vetados pelo petista, está sólido e deve ajudar a evitar uma derrota do Executivo no Orçamento.
Por outro lado, a oposição acredita que os adiamentos recentes da sessão não impediriam a derrubada dos vetos prioritários do governo.
ACORDO DO PLANALTO
O acordo costurado pelo Planalto determina a divisão de emendas em R$ 2,6 bilhões aos deputados e R$ 1,2 bilhão aos senadores.
O montante viria pela aprovação do projeto que retorna à cobrança do Dpvat (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres). Quando foi aprovado pela Câmara em 9 de abril deste ano, os deputados incluíram um trecho que permite um crédito antecipado de R$ 15 bilhões ao governo. O dispositivo altera o marco fiscal e permite o aumento dos gastos estabelecidos no Orçamento.
No entanto, a proposta, relatada pelo líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ainda não foi aprovada na Casa Alta. Está previsto para ser votada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na 3ª feira (7.mai). Se aprovado pela comissão, deve ir ao plenário no mesmo dia.
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Houve uma crescente insatisfação entre os congressistas depois da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin de suspender a desoneração para 17 setores da economia e aos municípios.
Em entrevista à jornalistas na 3ª feira (30.abr), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), negou uma suposta retaliação do Congresso ao Executivo por conta da suspensão. O senador voltou a dizer que atendeu a pedidos do governo para adiar 2 vezes a sessão de análise de vetos para que o Executivo tivesse mais tempo para negociar e realizar acordos.
No total, 33 vetos estão pendentes de análise do Congresso –desses, 28 trancam a pauta.

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