A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quarta-feira (8) rotas alternativas para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, devido ao risco de minas navais. A informação foi divulgada pela agência iraniana ISNA.
Segundo o comunicado, a medida foi adotada por causa da “situação de guerra no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz” e da possibilidade de minas na principal rota da região.

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O comunicado também detalha os trajetos recomendados de entrada, do Mar de Omã em direção ao norte, passando pela ilha de Lark e seguindo para o Golfo Pérsico; e de saída, do Golfo Pérsico, contornando ao sul a Ilha Lark e continuando até o Mar de Omã.
A Guarda Revolucionária também divulgou um mapa com as rotas alternativas de navegação. Veja abaixo.
Mapa divulgado pela Guarda Revolucionária do Irã — Foto: Divulgação/ISNA
Mais cedo nesta quarta (8), a Organização de Portos e Marinha do Irã já tinha informado que a passagem pelo Estreito de Ormuz passaria a ser feita em coordenação com a Guarda Revolucionária, segundo a agência SNN.
▶️ Contexto: O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica.
Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 — Foto: David Krigbaum/US Navy
Minas navais são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação.
💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.
- Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva.
- Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio.
- Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores.
Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos.
Entenda os tipos de minas navais — Foto: Alberto Correa/g1
Esta matéria está em atualização.

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