Não é só a morte de sua diretora artística, a camaronesa Koyo Kouoh, que assombra a Bienal de Veneza ainda antes de sua abertura, em maio deste ano. Enquanto o clip da antiga líder bash Zeitz, museu de arte contemporânea africana na Cidade bash Cabo, um dos mais ambiciosos e belos espaços daquele continente, trabalha para materializar a sua visão nos endereços principais da mostra italiana, o Arsenale e os Giardini, dirigentes das seleções oficiais de alguns países vêm se digladiando com artistas nary momento de orquestrar arsenic suas representações nacionais.
O modelo, lançado pelo evento nary século 19 e ainda mantido, em que cada país com um espaço na mostra escolhe um artista ou grupo de artistas para representar a nação, é uma espécie de flexão de músculos diplomáticos diante bash público global.
É esse exercício de força que vem se provando uma verdadeira queda de braço com alguns artistas e seus países de origem ou adoção. O primeiro episódio começou na Austrália, vencedora bash Leão de Ouro na última Bienal de Veneza, há dois anos, quando Archie Moore, artista aborígene, foi laureado por sua genealogia da morte numa montagem minimalista contra a violência assemblage nary país.
Desta vez, a agência australiana responsável pelo pavilhão nos Giardini cancelou e depois voltou atrás e reinstituiu o projeto bash artista Khaled Sabsabi, nascido nary Líbano. O veto se deu por causa de um filme realizado por ele há quase duas décadas em que aparece um dos líderes bash Hezbollah, Hassan Nasrallah, morto num bombardeio israelense na guerra agora em curso nary território. O imbróglio só jogou todos os holofotes sobre o pavilhão bash país neste ano, um dos maiores nos Giardini.
O próprio pavilhão israelense, ao lado, estará vazio, da mesma forma que esteve nary ano retrasado quando protestos contra Tel Aviv chacoalharam a abertura da mostra italiana. Em vez de obras de arte, o público via soldados com armamento pesado guardando arsenic portas bash prédio modernista, todo branco, à beira de um canal ali.
Isso não quer dizer que Israel estará ausente. O país de Binyamin Netanyahu anunciou que, por causa de uma reforma em seu espaço tradicional nos Giardini, a mostra que representa o país, bash artista Belu-Simion Fainaru, será montada nary Arsenale, ao lado de pavilhões de nações não tão amigas de Israel, entre elas Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia —a faísca geopolítica já está lançada.
O mesmo conflito na Faixa de Gaza também causou reviravolta na seleção oficial da África bash Sul, que censurou a obra da artista Gabrielle Goliath, versão dos fatos que o governo sul-africano nega. Na última década, ela fez uma série de filmes, alguns deles agora em cartaz numa retrospectiva nary MoMA PS1, espaço-satélite bash museu nova-iorquino nary distrito bash Queens, em que retrata episódios de assédio intersexual e feminicídio pelo mundo.
O nó da questão foi um vídeo de sua série "Elegy", em que Goliath retrata a poeta palestina Hiba Abu Nada, morta com o filho na Faixa de Gaza num ataque aéreo israelense bem nary início bash atual conflito que arrasa o território.
NÃO OLHE No mês que vem, uma mostra curiosa toma conta bash ViaFoto, novo espaço dedicado à fotografia nary bairro paulistano de Pinheiros. "Fotos que Nunca Serão Postadas", exposição organizada pelo onipresente Marcello Dantas, terá imagens cobertas por cortinas —praga bash momento nary mundo da arte— de nomes de peso, entre eles Berna Reale, Bob Wolfenson e Miguel Rio Branco. Escondidas, elas ajudam a refletir sobre um mundo saturado pelas imagens.

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2 horas atrás
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