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Guerra no Irã já provoca mais inflação e menos crescimento

O boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, já reflete a deterioração das expectativas. A projeção de inflação para 2026 saiu de 3,91%, há um mês, para 4,37%, na semana passada, próximo ao teto da meta de 4,5%.

"A leitura que todos os bancos centrais do mundo é de que ficou mais difícil fazer convergir a inflação para a meta e eles reagem com juros mais altos. No caso do Brasil, a taxa Selic vai cair menos. Mas aqui tem um agravante. A política monetária apertada já produziu um estresse financeiro gigantesco na economia. Quanto mais alta fica a taxa, maior é o estresse. No ano passado, a tensão financeira estava do lado das famílias, muito endividadas. A novidade deste ano é que a tensão está do lado das empresas", complementa Padovani.

André Roncaglia, Diretor-Executivo do Brasil no FMI, observa que a perspectiva é de uma queda no ritmo de crescimento global para este ano e o próximo. "A questão principal, desde o "Liberation Day" (dia do tarifaço), em 2 de abril de 2025, é a duração dos anúncios que a gestão Trump faz. Seja nas tarifas, seja na guerra, a volatilidade decisória produz incerteza e até que haja efetiva demonstração de um compromisso com o fim da guerra, este alívio no mercado de petróleo e outros minerais será apenas momentâneo. E mesmo que seja persistente o cessar-fogo, a normalização das cadeias de suprimento (petróleo, gás, hélio, fertilizantes etc) demorará meses", explica.

O ambiente adverso produz consequências políticas. Embora a guerra - como repete o governo - não seja culpa de Lula, a fatura costuma ser debitada na conta do incumbente. Péssima notícia em ano eleitoral.

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