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IBC-Br indica alta do PIB no 1T, mas atividade deve frear antes da eleição

A força do avanço da atividade no começo de 2026 pode ser avaliada quando se anualiza o resultado do IBC-Br do primeiro trimestre. Se esse ritmo de crescimento se repetisse nos demais trimestres do ano, o crescimento em quatro trimestres consecutivos seria de quase 5%.

Como as previsões de crescimento econômico em 2026 giram, no momento, em torno de 2%, a perspectiva é de que a marcha da atividade sofra freios nos trimestres à frente.

O próprio governo, no boletim Macrofiscal de maio, também divulgado nesta segunda-feira, embora mantendo projeção de crescimento econômico de 2,3% no ano, acima das previsões de mercado, admite perda de fôlego da atividade no segundo e terceiro trimestres, estimando retomada nos três meses finais de 2026.

No documento da SPE (Secretaria de Política Econômica), do Ministério da Fazenda, a freada prevista nos trimestres intermediários do ano é atribuída aos "efeitos defasados da política monetária restritiva", ou seja, aos juros altos mantidos há já longo período pelo Banco Central.

Projetar a marcha do crescimento econômico em 2026 se tornou um exercício mais difícil e incerto. De um lado, o calendário eleitoral deve estimular a adoção de medidas de impulso ao consumo pelo governo do presidente Lula, que concorre à reeleição.

Lula tem, de fato, demonstrado apetite em promover uma sucessão de transferências diretas de recursos, subvenções e subsídios, isenções tributárias e reforço de linhas de crédito. São medidas que objetivam estimular o consumo e turbinar a atividade.

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