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Ibovespa a 300 mil pontos em 2026? Veja projeções

No caso do Safra, que elevou seu preço-alvo para 198 mil pontos no fim de 2026, a leitura é de que o início do ciclo de cortes de juros no Brasil, aliado a um cenário externo mais estável, cria um ambiente propício para a continuidade do bull market.

Segundo o banco, ajustes nas premissas macro ajudaram a sustentar essa visão. A taxa livre de risco caiu para 4,1%, o risco-país para 2,4%, levando o custo de capital próprio a 14,3%. Já o lucro por ação agregado foi revisado para 21.283 pontos, aplicado sobre um múltiplo-alvo de 9,3 vezes, resultando no preço-alvo de 198 mil pontos.

Setores, cenários e riscos no radar para 2026

O Safra destaca que, historicamente, os ciclos de corte da Selic favorecem o desempenho do Ibovespa. Em todos os nove ciclos anteriores de queda dos juros, o índice subiu nos seis meses seguintes ao primeiro corte, com ganho médio de 22,6%, e acumulou alta média de 38,6% em 12 meses.

Nesse ambiente, setores mais sensíveis ao custo do capital tendem a se beneficiar primeiro. Construção, consumo, serviços financeiros, saúde e utilidades básicas aparecem entre os principais beneficiados no início do ciclo. Em um horizonte mais longo, entram também bens de capital e distribuição de combustíveis.

Apesar do cenário construtivo, o banco chama atenção para os riscos no radar, especialmente ligados ao quadro fiscal, ao ambiente eleitoral de 2026 e à volatilidade global. Ainda assim, a avaliação é de que o mercado brasileiro segue oferecendo assimetria positiva, desde que o investidor adote maior seletividade.

"Selecionamos nomes que unem qualidade de ativos e de gestão, alavancagem controlada e algum potencial de crescimento, para enfrentar a maior volatilidade esperada", resume o Safra.

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