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iFood acusa Keeta de espionagem empresarial e concorrência desleal

O iFood diz que a maioria dessas consultorias teria ligação com a China, e que as abordagens ocorreram durante a preparação da entrada da Keeta no mercado brasileiro. Alega, ainda, que teve acesso a documentos que evidenciam a ocorrência de reuniões remuneradas envolvendo um funcionário e que revelam pessoas com e-mails vinculados à Meituan.

O grupo brasileiro ainda argumenta, no processo, que oferecer remuneração a funcionários-chave de uma concorrente em troca de informações estratégicas sobre suas operações não é uma prática habitual de mercado, tratando-se de crime de concorrência desleal, previsto no artigo 195 da LPI (Lei de Propriedade Industrial).

Pede, com isso, a condenação da Keeta por concorrência desleal e a indenização por danos morais no valor de R$ 1 milhão, além de danos materiais a serem calculados após a liquidação de eventual sentença.

O que diz a Keeta

A Keeta disse que não contrata terceiros para abordar indivíduos em seu nome para os fins alegados pelo iFood. "A Keeta segue rigorosamente a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e possui políticas internas robustas e transparentes quanto ao uso de dados", diz.

A plataforma chinesa alega, ainda, que a Polícia Civil abriu uma investigação sobre alegações de ataques coordenados de espionagem contra a Keeta e restaurantes em Santos, após o lançamento da operação na cidade.

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