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Indiana Jones and the Great Circle é imersão com cara de filme; veja review

Indiana Jones and the Great Circle transporta a franquia clássica de filmes para a nova geração de consoles. O jogo, lançado em dezembro de 2024 pela empresa sueca MachineGames, de Wolfenstein, em parceria com a Bethesda Game Studios, produtora das populares sagas Fallout e The Evil Within, traz mais uma vez Harrison Ford no papel do famoso arqueólogo. O professor se vê em meio a um grande mistério quando um dos artefatos encontrados durante uma expedição é roubado por um gigante. Na fuga, a figura desconhecida deixa para trás um colar com um símbolo do Vaticano, onde acontecem os primeiros momentos da gameplay controlando o Dr. Jones.

O título trouxe controvérsias por ter suporte somente para a visão em primeira pessoa. No entanto, mesmo com uma escolha que foge do óbvio, o jogo entrega um ótimo desempenho gráfico, boa movimentação e, principalmente, diversão para os mais diversos públicos. Com puzzles interessantes e dinâmicas bem estabelecidas, certamente, é uma obra que pode fazer até o player mais cético a se interessar pela gameplay. Lançado inicialmente para Xbox Series S, Xbox Series X e PC, o game finalmente chega ao PlayStation 5 (PS5). Pensando nisso, o TechTudo traz a seguir um review completo de Indiana Jones and the Great Circle. Confira, a seguir, as nossas impressões.

 João Marcelo Rodrigues/TechTudo Indiana Jones and the Great Circle finalmente chega ao PS5 e vai expandir sucesso do Xbox e PC; veja review — Foto: João Marcelo Rodrigues/TechTudo

Primeiras impressões misturam nostalgia com tutorial

O início do jogo traz uma das cenas mais icônicas de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, no momento em que o arqueólogo foge de uma pedra gigante. Além de ser um fan service, a cena funciona como um tutorial para os novos usuários, e se trata de um sonho do professor se lembrando dos eventos do primeiro filme, ambientado em 1936. Vale destacar que os eventos do jogo acontecem um ano depois, em 1937.

 Divulgação/Paramount Pictures Jogo se passa um ano após os eventos do primeiro filme, em 1937 — Foto: Divulgação/Paramount Pictures

Enredo do jogo é instigante do início ao fim

Ao acordar das memórias da antiga aventura, Jones escuta em estranho barulho na Marshall College. Ao investigar, o professor é nocauteado por um homem gigante, que destrói o museu da universidade e rouba a múmia de um gato. O artigo foi recuperado por Indiana em uma expedição anterior aos eventos do game. Em meio às investigações, Indy e o amigo Marcus Brody localizam um colar com o símbolo do Vaticano, rumando o protagonista em busca de respostas sobre o motivo do roubo da múmia de gato.

As ruas da cidade do Papa estão com tropas de Mussolini espalhadas — afinal, estamos em 1937. Por isso, Indiana Jones se soma à ajuda do padre Antonio Morello para se infiltrar na arquidiocese e entender mais sobre o gigante que o enfrentara. Indy, porém, se depara com a jornalista italiana Gina Lombardi, que investiga o desaparecimento da irmã. Os dois se unem, e rodam o globo para arruinar os planos dos nazistas, comandados por Emmerich Voss, um homem a serviço de Hitler que procura ao redor do mundo um grupo de relíquias para desvendar o mistério do Grande Círculo e seu potencial poder mágico.

 Reprodução/Steam Indiana Jones and the Great Circle traz o personagem em uma aventura original de proporções épicas digna dos filmes — Foto: Reprodução/Steam

Ambientação e exploração são ponto alto do game (como deveriam ser)

Esse é um jogo do Indiana Jones. Portanto, espere um jogo bem trabalhado, com uma exploração e ambientação ímpares. As grandes construções do Vaticano, o deserto e pirâmides de Gizé, no Egito ou nas grandes montanhas do Himalaia valem cada momento da atenção do usuário. O combate do game também é bem feito. Por isso, muitas vezes eu, que escrevo esse review, preferi o corpo a corpo em detrimento do uso de armas, somente para ter a experiência que somente os filmes clássicos puderam mostrar no passado.

A única crítica em relação à ambientação está no Sião, fase final do game. Esse momento parece acelerado, com renderização estranha, principalmente na face de alguns NPCs. Ademais, nas quase 25 horas de gameplay proporcionadas pela MachineGames, o estúdio entrega cenários que mostram dedicação por parte dos desenvolvedores.

 Divulgação/Bethesda Indiana Jones and the Great Circle oferece uma boa variedade no combate — Foto: Divulgação/Bethesda

Para ajudar os usuários com mais dificuldade na resolução dos puzzles, Indy tem uma câmera fotográfica que dá dicas de como resolver a fase, mas sem entregar o ouro facilmente. Além disso, é possível captar fotos dos cartões postais dos locais, garantindo pontos que podem ser trocados por novas habilidades de exploração e combate, como o aumento da barra de vida e a quantidade de itens de cura que podem ser carregados.

Posso dizer que, diferente de outros jogos de mundo aberto que testei recentemente, Indiana Jones and the Great Circle se destaca por não ser enjoativo, e não se arrastar com o tempo. As missões não são repetitivas, e têm um a de aventura que somente o arqueólogo pode proporcionar. A abertura de baús, misturado às cutscenes cinematográficas, fazem até as partes secundárias do game interessantes de serem exploradas. Para mim, o destaque está na mecânica de troca de roupa, que faz Indy passar despercebido entre os oficiais nazistas, semelhante ao que acontece nos games da saga Hitman. Além disso, os clubes de luta exclusivos para os oficiais — ou professores se passando por oficiais — proporcionam momentos de diversão, aliviando a experiência de tensão que o jogo traz muitas vezes. É um equilíbrio quase perfeito.

 Reprodução/Steam Indiana Jones and the Great Circle explora bem atmosfera de filme, mesmo com visão em primeira pessoa — Foto: Reprodução/Steam

E a primeira pessoa, incomoda?

Em um primeiro momento, sim, até porque, parece lógico querer acompanhar as animações de Harrison Ford vivendo, no mundo dos games, um dos seus personagens mais marcantes das telonas. Mesmo com a decepção inicial, o jogo funciona, sendo fácil se acostumar com a visão mais próxima dos cenários. É uma escolha impopular, mas, ao mesmo tempo, corajosa do estúdio, que tem experiência com esse tipo de perspectiva. Surpreendentemente, a primeira pessoa acaba sendo um ponto positivo do game, que poderia ser ainda melhor ao dar para o usuário a decisão de como quer jogar, seja em primeira ou terceira pessoa.

 Reprodução/Steam Indiana Jones and the Great Circle trará o clássico personagem em uma nova aventura em primeira pessoa nos consoles Xbox — Foto: Reprodução/Steam

Indiana Jones é um dos melhores jogos da geração

É fato: a nova geração de consoles carece de um jogo que explore ao máximo o desempenho dos aparelhos. E não, Indiana Jones and the Great Circle não é esse game. Mas, dentro do que já foi divulgado e lançado, não é absurdo nenhum dizer que o título da MachineGames está entre o que de melhor chegou até agora ao Xbox Series X/S e PS5. Com cenários polidos e história interessante, vale a pena o investimento no título, principalmente agora que ele chega para o videogame da Sony.

A desenvolvedora poderia simplesmente se apoiar no nome do arqueólogo pop dos anos 90, mas decidiu entregar uma experiência arrebatadora, com final que faz sentido e mistérios a serem resolvidos mesmo com o fim do enredo original. Indiana Jones and the Great Circle é um dos melhores games da geração e reforça a excelência da MachineGames enquanto desenvolvedora.

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