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Indústria do Sul aponta vantagens com o acordo Mercosul-UE

Indústria calçadista será um dos setores beneficiados pelo acordo

O acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia, assinado no sábado (17), no Paraguai, é visto como um avanço importante nas relações entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pelas federações de indústrias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A Fiep entende que acordos internacionais são fundamentais para ampliar a participação da indústria brasileira no comércio global. No caso do acordo entre Mercosul e UE, a entidade reconhece que a iniciativa trará oportunidades de ampliação das vendas de determinados produtos brasileiros para o mercado europeu, especialmente aqueles ligados à cadeia agroindustrial.

"Porém, a Fiep alerta que outros setores industriais nacionais poderão ser fortemente impactados no mercado interno com a entrada de itens europeus, produzidos em melhores condições de competitividade e que terão tarifas mais baixas. Por isso, a entidade considera vital que o Brasil utilize o período de transição previsto no acordo, em que haverá a eliminação gradual de impostos de importação, para colocar em prática uma agenda intensa de reformas estruturais e para consolidar uma política industrial efetiva. Isso é essencial para que o país aprimore seu ambiente de negócios e possibilite que a indústria nacional compita em condições mais igualitárias com seus concorrentes estrangeiros, tanto no mercado interno quanto no externo", destacou a Fiep, por meio de nota.

A Fiesc avalia que a assinatura do acordo é um passo significativo para a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do planeta, com potencial de fortalecimento da indústria catarinense. Há mais de 26 anos em negociação, o acordo envolve 720 milhões de pessoas. Em 2025, a UE ultrapassou a China como destino das exportações de Santa Catarina, conforme estudo da Fiesc. No ano passado, as vendas do estado para a União Europeia somaram US$ 1,35 bilhão, um incremento de 10,66% em relação a 2024. As exportações para a UE foram responsáveis por 11,1% das vendas catarinenses ao exterior.

Para o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a assinatura vem em bom momento, em que as tensões geopolíticas reconfiguram as cadeias produtivas globais. "Para Santa Catarina e o Brasil, ter acordos como esse é importante para diversificar destinos de exportações e minimizar impactos de mudanças repentinas nas relações comerciais, como o que ocorreu com o tarifaço norte-americano", reflete. "Já temos uma relação forte e estabelecida com o bloco, e o acordo vai potencializar as possibilidades de parceria, já que Santa Catarina tem relevância geopolítica e econômica para o Mercosul. O estado é um hub logístico, produtivo, turístico, de serviços e de integração física graças a sua posição geográfica e infraestrutura portuária. O acordo também abre espaço para

Claudio Bier, presidente da Fiergs, entende que o acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul. "O crescimento econômico será estimulado por meio do aumento das exportações, assim como pela atração novos investimentos estrangeiros, parcerias e joint-ventures. Dessa maneira, se consolida a inserção estratégica do Brasil nas cadeias globais de valor", diz Bier. De acordo com estimativas elaboradas pela Unidade de Estudos Econômicos da entidade, projeta-se que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões. No que se refere aos segmentos da indústria de transformação, estima-se que os que devem ser mais beneficiados são tabaco, químicos, couro e calçados, alimentos, além de papel e celulose. No plano macroeconômico, o efeito agregado desse choque positivo de demanda externa resultaria em um acréscimo aproximado de 4,6% (R$ 31 bilhões) no PIB do Rio Grande do Sul no horizonte de 15 anos.

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