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Indústria fecha 2025 com leve alta, apesar de queda em dezembro

O setor extrativo, impulsionado pelo petróleo, é o principal destaque positivo do ano

A produção industrial brasileira recuou 1,2% em dezembro frente a novembro, intensificando a sequência negativa iniciada em setembro, quando acumulou perda de 1,9%. Foi a maior retração desde julho de 2024 (-1,5%). Na comparação com dezembro de 2024, porém, houve leve alta de 0,4%, interrompendo dois meses de taxas negativas. No acumulado de 2025, a indústria cresceu 0,6%, terceiro ano seguido de expansão, após altas de 3,1% em 2024 e 0,1% em 2023. Com o resultado, o setor está 0,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 16,3% abaixo do recorde histórico de maio de 2011. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE.

Entre as atividades, as principais influências positivas do ano vieram de indústrias extrativas (4,9%) e produtos alimentícios (1,5%). Por outro lado, entre as dez atividades com redução na produção, a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,3%) exerceu a maior influência na formação da média da indústria. "Ao longo de 2025, verificou-se uma clara perda de ritmo, com o setor industrial passando de uma expansão de 1,2% nos seis primeiros meses para uma variação nula no segundo semestre. Esse menor dinamismo guarda uma relação importante com a política monetária mais restritiva, especialmente marcada pelo aumento na taxa de juros, o que impacta diretamente das decisões de investimento por parte das empresas e de consumo por parte das famílias", avalia André Macedo, gerente da PIM. 

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os doze meses de 2025 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo duráveis (2,5%) e de bens intermediários (1,5%). Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (-1,7%) e de bens de capital (-1,5%) assinalaram as taxas negativas. Na redução de 1,2% da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro de 2025, as quatro grandes categorias econômicas e a maior parte (17) dos 25 ramos pesquisados tiveram recuo na produção. 

"Dezembro mostrou um perfil disseminado de taxas negativas. Este espalhamento de 17 atividades em queda é o maior desde setembro de 2022, quando foram 19", analisa o gerente. Entre as atividades, as influências negativas mais importantes vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,7%), produtos químicos (-6,2%) e metalurgia (-5,4%). Por outro lado, entre as oito atividades que mostraram avanço na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,4%) exerceu o principal impacto na média da indústria e interrompeu três meses seguidos de recuo, período em que acumulou perda de 5%.

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