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Inflação de janeiro confirma espaço para BC começar a cortar juros em março

Entre analistas com experiência em acompanhamento de preços, caso do economista Fábio Romão, sócio da consultoria Logos Economia, a inflação deve encerrar o ano nas vizinhanças de 4%.

Virada do ano

Reajustes sazonais na virada do calendário anual são mais comuns em preços administrados. Foram eles, justamente, que puxaram para cima a inflação de janeiro, com alta de 0,53% depois do recuo de 0,22% em dezembro. Refletem, entre outros, reajustes em tarifas de ônibus — urbanos, intermunicipais e interestaduais —, trens, metrôs e táxis. Também refletem reajustes sazonais em tarifas de água e gás encanado.

Do ponto de vista dos grupos de bens e serviços em que são classificados os itens do IPCA, o de Transportes, com alta de 0,6%, foi o que mais pressionou a inflação em janeiro. Além dos reajustes já mencionados, os preços de combustíveis registraram forte alta, com destaque para a gasolina.

Recomposição de margens nos postos de combustíveis e aumento em alíquotas do ICMS, determinados por governadores, explicam a alta de 2% no preço da gasolina. O preço do etanol, refletindo também a entressafra da cana-de-açúcar, subiu quase 3,5%.

Alimentos bem comportados

Em janeiro, os preços dos serviços — o segmento da economia mais resistente à política de juros executada pelo BC — mantiveram-se praticamente estáveis em relação a dezembro. O recuo, obedecendo às restrições dos juros, que têm freado, ainda que lentamente, a atividade, tem sido moderado, mas contínuo.

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