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Investidores fazem ato na frente da Fictor, alvo da PF: 'Cadê o capital?'

Adilson Esnolde, credor da Fictor
Adilson Esnolde, credor da Fictor Imagem: Juliana Sayuri/UOL

Um pequeno grupo de investidores realizou um ato nesta sexta-feira (27), em São Paulo, na frente à sede da Fictor, cujo CEO foi alvo da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal.

Pivô do caso Master, a empresa pediu recuperação judicial, com dívida declarada de R$ 4,2 bilhões —cerca de R$ 2,5 bilhões são de contratos de SCP (Sociedade em Conta de Participação), modelo de investimento apontado como esquema de pirâmide.

O que aconteceu

  • "Cadê nosso capital?", dizia convite para ato. Um dos organizadores é um empresário fluminense que aportou quase R$ 2,5 milhões num contrato SCP da Fictor. O ato acontece no "Robocop", como é conhecido o complexo de arranha-céus Plaza Centenário, na avenida das Nações Unidas, no Brooklin, o escritório ativo da Fictor na zona sul de São Paulo.
  • Investidores dizem que foram enganados. Eles relatam que foram atendidos na antiga sede da Fictor, na rua Surubim, no fim de janeiro --e que diretores disseram para ficarem "tranquilos", pois todo mundo teria o dinheiro de volta. O empresário Ricardo Navarro, 45, conta que esteve na sede na sexta-feira, 30 de janeiro, e foi surpreendido com o pedido de RJ na segunda 2 de fevereiro. Ele investiu cerca de R$ 400 mil.
  • 'R$ 2 bilhões de SCP simplesmente sumiram? É a bandidagem ocupando a Faria Lima', afirma o aposentado Carlos Figueiredo, 74, que investiu R$ 155 mil. Ele questiona a falta de fiscalização dos órgãos reguladores. O contador Adilson Esnolde, 48, afirma haver relatos "desesperadores" de perda de casa, carro e diversas dívidas.
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