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IPCA-15 desacelera, Irã analisa proposta dos EUA: os destaques de hoje

IPCA-15 fica em 0,44% em março, com pressão de alimentos e despesas pessoais

  • O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) registrou alta de 0,44% em março, segundo dados divulgados hoje (26) pelo IBGE. O resultado representa desaceleração de 0,40 ponto percentual em relação a fevereiro, quando o índice havia avançado 0,84%.
  • Os principais vetores de pressão foram Alimentação e bebidas, com alta de 0,88% e impacto de 0,19 p.p. no índice geral, e Despesas pessoais, que subiu 0,82% e contribuiu com 0,09 p.p.
  • No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 3,90%, acima, portanto, do centro da meta de inflação de 3,5% perseguida pelo Banco Central (BC), mas ainda dentro da banda de tolerância. O IPCA-E, versão acumulada trimestralmente do IPCA-15, ficou em 1,49% no período de janeiro a março. Na comparação anual, o resultado de março (0,44%) ficou abaixo dos 0,64% registrados no mesmo mês de 2025.

Irã analisa proposta americana para encerrar guerra no Oriente Médio

  • Os Estados Unidos enviaram ao Irã, por meio de mediadores, uma proposta formal para encerrar a guerra no Golfo Pérsico e o conflito mais amplo no Oriente Médio. O plano inclui limites ao programa nuclear iraniano, restrições ao desenvolvimento de mísseis balísticos e redução do apoio de Teerã a grupos armados aliados na região, como o Hamas e o Hezbollah.
  • O governo iraniano admite que está analisando a proposta, mas faz questão de deixar claro que isso não equivale a negociações diretas com Washington. O chanceler Abbas Araqchi afirmou que o Irã não tem intenção de manter conversações formais com os EUA neste momento. A posição oficial de Teerã é a de que o país pode considerar um acordo, mas apenas se suas próprias condições forem atendidas e sem dar a impressão de que está cedendo sob pressão americana.

EUA divulgam pedidos de auxílio-desemprego

  • O Departamento do Trabalho dos EUA divulga hoje os pedidos iniciais de auxílio-desemprego (jobless claims) da semana encerrada em 21 de março. O consenso aponta para cerca de 210 mil solicitações, em linha com as últimas leituras: na semana anterior, o número ficou em 205 mil, após 213 mil no início do mês, oscilando numa faixa estreita há várias semanas.
  • O patamar esperado segue historicamente baixo. Para efeito de comparação, leituras acima de 300 mil a 350 mil costumam sinalizar recessão. O desemprego cheio está entre 4,3% e 4,6%, acima do fundo do ciclo, mas compatível com um mercado que perde fôlego gradualmente, não com uma crise de emprego. A leitura dominante entre analistas é a de "aterrissagem suave".
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