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Published Há 21 minutos
Tempo de leitura: 2 min
Dias após um novo acordo entre Estados Unidos e Irã destinado a encerrar a guerra, as Forças Armadas iranianas afirmam que vão novamente fechar o estreito de Ormuz, atribuindo a decisão à "violação flagrante da promessa feita pelos Estados Unidos".
O governo iraniano destaca o primeiro item do acordo de 14 pontos divulgado na última quarta-feira (17/6), que previa a "cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".
A declaração ocorre após relatos de que ao menos 20 pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano menos de 24 horas depois do anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, grupo político e militar muçulmano do Líbano.

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Apesar do anúncio, o vice-presidente americano JD Vance afirmou, em coletiva de imprensa na manhã deste sábado (20/6), que não há "nenhuma evidência de que os iranianos estejam fechando o estreito."
O estreito de Ormuz é uma passagem marítima entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, por onde são transportados cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em fevereiro, o país interrompeu o trânsito no local, gerando uma disparada nos preços globais do petróleo.

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Todos os olhos em Trump
Na análise de Jon Donisson, correspondente da BBC em Israel, o acordo entre Irã e Estados Unidos sempre foi frágil e já há sinais de que ele está se desfazendo.
"A reabertura parcial do estreito de Ormuz foi a principal conquista do acordo e uma prioridade para os Estados Unidos, que buscavam evitar uma crise econômica global", escreve Donisson.
"Agora, a atenção se volta para o presidente Trump, para ver que tipo de pressão poderá ser exercida sobre seu aliado, Israel, para forçar o país a conter sua operação militar no Líbano."
Donisson acrescenta que o episódio ocorre após uma semana de críticas sem precedentes dos Estados Unidos a Israel por suas ações no sul do Líbano, com o governo americano acusando os militares israelenses de fazer uso excessivo da força.

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