Vieira, segundo o Ministério das Relações Exteriores, falou ao telefone com o chanceler do Irã, Seyed Abbas Araghchi, nesta terça-feira (6). Os dois discutiram a ofensiva norte-americana em Caracas, na qual o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado.
O governo brasileiro ainda não havia se manifestado sobre o telefonema até a última atualização desta reportagem.

Brasil condena intervenção armada na Venezuela: 'Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios'
Segundo o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, não é possível "aceitar o argumento de que os fins justificam os meios".
Danese afirmou que esse raciocínio "carece de legitimidade e abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto, e até mesmo de ignorar as soberanias nacionais, impondo decisões aos mais fracos."
Para ele, o ataque e captura de Maduro "ultrapassam uma linha inaceitável".
De acordo com o embaixador, a Carta das Nações Unidas estabelece, como pilar da ordem internacional, a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, salvo nas circunstâncias estritamente previstas nela.
Nesse sentido, Sérgio Danese ponderou que a aceitação de ações dessa natureza poderiam conduzir a um "cenário marcado pela violência, pelo desordenamento e pela erosão do multilateralismo".
A Venezuela pediu que o Conselho de Segurança garanta que o governo Trump não se apodere de seus recursos naturais.
No discurso inicial, a vice-secretária-geral da ONU disse que a instituição está "preocupada que a operação não respeitou as regras do direito internacional".
Conselho de Segurança da ONU — Foto: Eduardo Munoz/Reuters
Sérgio Danese, embaixador do Brasil na ONU, ainda ressaltou em sua fala que a América Latina e o Caribe fizeram a escolha pela paz e lembrou que as intervenções armadas do passado tiveram consequências profundamente negativas, pois produziram regimes autoritários e violações de direitos.
O embaixador do Brasil na ONU ainda frisou que o Brasil acredita numa solução que respeite a autodeterminação do povo venezuelano com foco na Constituição do país, e que a ação americana afeita a comunidade internacional.
"Este e outros casos de intervenção armada contra a soberania de um país, sua integridade territorial ou suas instituições devem ser condenados com veemência. Cabe a este Conselho assumir sua responsabilidade e reagir com determinação, clareza e obediência ao direito internacional, a fim de evitar que a lei da força prevaleça sobre a força da lei", afirmou.

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4 semanas atrás
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