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Irã nega entrada de navios dos EUA no Estreito de Ormuz

A operação mencionada por autoridades americanas, segundo o Comando Central dos EUA, teria como objetivo reforçar a segurança na hidrovia após a identificação de artefatos explosivos atribuídos à Guarda Revolucionária do Irã.

De acordo com a mídia iraniana, um porta-voz do comando militar conjunto do país rejeitou a afirmação feita anteriormente por autoridades americanas, e acrescentou que a decisão sobre a passagem de qualquer embarcação pelo estreito cabe às forças armadas da República Islâmica do Irã.

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A operação dos EUA no Golfo

Mais cedo, forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciaram uma operação para a detecção e remoção de minas navais no Estreito de Ormuz.

O foco principal das embarcações é garantir que a via marítima esteja totalmente livre de ameaças. De acordo com o CENTCOM, o monitoramento será intensificado nos próximos dias com a chegada de reforços, incluindo o uso de drones subaquáticos especializados em identificar objetos no leito marinho.

A missão conta com o apoio de dois navios de guerra da Marinha americana: o USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112). Ambos realizaram a travessia do estreito e já operam em águas do Golfo Árabe.

O foco principal das embarcações é garantir que a via marítima esteja totalmente livre de ameaças. De acordo com o CENTCOM, o monitoramento será intensificado nos próximos dias com a chegada de reforços, incluindo o uso de drones subaquáticos especializados em identificar objetos no leito marinho.

Rota segura para o comércio

O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a prioridade é a criação de um corredor navegável livre de riscos para a marinha mercante.

"Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem. Em breve, compartilharemos este caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio", declarou Cooper.

O Estreito de Ormuz é considerado um ponto geográfico vital para a economia global. Por ser a principal saída para o petróleo produzido em diversos países do Oriente Médio, qualquer interrupção no tráfego local costuma gerar impactos imediatos nos preços internacionais de energia e logística.

Até o momento, não há previsão de quanto tempo a varredura completa irá durar, mas os EUA garantem que a presença militar na região será mantida para assegurar que o corredor permaneça aberto e seguro.

A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi uma das condições impostas por Trump para o cessar-fogo com o Irã.

Nas primeiras horas após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, o estreito foi reaberto, aumentando o fluxo de navios na região.

No entanto, após a continuação dos ataques de Israel ao Líbano, que não faziam parte do acordo inicial anunciado pelo EUA, o Irã voltou a fechar o estreito.

De acordo com análises do Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, o Irã mantém um arsenal variado de minas de origem soviética, ocidental e de fabricação própria.

Um estudo do centro aponta que um dos modelos mais avançados em posse do país seria a EM-52, de origem chinesa.

  • Essa mina permanece no fundo do mar e dispara uma espécie de foguete em direção ao alvo quando detecta a passagem de uma embarcação.
  • Segundo o estudo, a capacidade iraniana de instalar minas desse tipo em grande escala é limitada, já que o país teria apenas três submarinos apropriados para lançar o modelo.
  • Diante disso, o Irã poderia usar embarcações pequenas para posicionar minas mais simples.

Entenda os tipos de minas navais — Foto: Alberto Correa/g1

*Com informações da Reuters e da Agence France-Presse

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