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Irã publica vídeo que associa os EUA a atrocidades e coloca imagem de demônio na Estátua da Liberdade

Uma guerra costuma ser travada com bombas, tropas e munições pesadas. No entanto, para além do poder bélico, a narrativa do conflito também faz parte e construí-la ficou mais fácil. Nesta quarta-feira (25) a mídia estatal iraniana divulgou um vídeo provocativo que reúne atrocidades associadas aos Estados Unidos e coloca Baal, figura demonizada pelo cristianismo, no lugar da Estátua da Liberdade.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Intitulado "Uma Vingança para Todos", a montagem mostra diversos povos que sofreram com supostos abusos pelos EUA entre outras atrocidades, como:

  • a desapropriação dos nativos americanos;
  • bomba atômica em Hiroshima, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial;
  • guerra do Vietnã, que teve início em 1955; e
  • conflitos recentes no Iémen, Afeganistão, Iraque e Palestina.

Para além das guerras citadas, o vídeo também mostra uma criança na ilha de Jeffrey Epstein, empresário cujo nome é envolvido em diversas polêmicas envolvendo exploração sexual de menores de idade.

Já nos segundos finais do vídeo, um míssil é lançado em direção ao território norte-americano, sob o olhar de líderes iranianos, e atinge a Estátua da Liberdade — que, no lugar da cabeça original, exibe a imagem de Baal, figura citada no Alcorão como um ídolo em oposição a Alá e demonizada pelo cristianismo.

O vídeo vem em um contexto onde o fim da guerra parece estar longe do fim. Ainda nesta quarta, o Irã recusou a proposta de paz apresentada pelo governo dos Estados Unidos e apresentou sua própria contraproposta, segundo a estatal iraniana Press TV.

Teerã confirmou ter recebido a proposta, mas chamou o plano de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano.

"O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", disse o governo iraniano, segundo a Press TV.

Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem:

  • A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo".
  • O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada.
  • O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra.
  • O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região.
  • O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra.

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