O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, rebateu neste domingo (12) novas ameaças de Donald Trump contra o país. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos afirmou que iranianos que atacassem embarcações pacíficas seriam "explodidos para o inferno".
Segundo o negociador, o Irã tomou iniciativas "muito positivas" para demonstrar boa vontade nas tratativas com os EUA. "Essas ameaças não têm efeito sobre a nação iraniana”, acrescentou.
A decisão ocorre após o fracasso nas tratativas sobre o programa nuclear iraniano em Islamabad.
Segundo o republicano, embora a maioria dos tópicos tenha avançado, a falta de consenso sobre o programa nuclear iraniano inviabilizou o pacto.
Cartaz rua de Islamabad, no Paquistão, anuncia as conversas entre Estados Unidos e Irã, que serão sediadas na cidade, em 10 de abril de 2026. — Foto: Waseem Khan/ Reuters
Trump autorizou a Marinha americana a buscar e interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio comercial que tenha pago taxas ou "pedágios" ao governo do Irã para navegar na região.
Segundo o presidente, "ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar".
Trump afirmou que o bloqueio contará com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para "terminar o pouco que resta do Irã", alegando que a infraestrutura militar de Teerã já estaria devastada.
"A Marinha dos EUA iniciará o processo de BLOQUEIO de toda e qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Estamos totalmente 'travados e carregados'."
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana, afirmou ao deixar o Paquistão que "o Irã escolheu não aceitar os termos americanos".
Segundo Vance, o ponto de ruptura foi a recusa de Teerã em dar garantias afirmativas de que não buscará armas nucleares a longo prazo.
Do outro lado, o líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências de Washington como "não razoáveis" e acusou os EUA de violarem cláusulas de cessar-fogo prévias.
Ghalibaf afirmou que a postura americana impediu qualquer progresso real, mantendo o "profundo déficit de confiança" entre as nações.
* Com informações da agência de notícias Reuters

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