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Israel e Hezbollah concordam com cessar-fogo, diz agência

A fonte, que falou à agência de notícias sob condição de anonimato, contou que negociadores dos EUA e do Catar elaboraram o acordo com a ajuda do Irã.

“O Hezbollah e Israel concordaram com um cessar-fogo. Entendemos que, após a troca de tiros ocorrida hoje, Israel e o Hezbollah estão agora em cessar-fogo”, declarou.

De acordo com duas fontes do Hezbollah ouvidas pela Reuters após o anúncio, o grupo extremista libanês já está respeitando a trégua e parou os ataques a Israel. "Assim que recebemos a notícia do cessar-fogo, o aplicamos do nosso lado".

Já um porta-voz militar israelense afirmou que, embora as tropas em terreno no Líbano tenham liberdade para agir contra ameaças, as Forças Armadas respeitam os acordos e agem "de acordo com as instruções dos líderes de Israel".

Fumaça sobe do sul do Líbano após um ataque israelense, vista de Marjayoun — Foto: REUTERS/Stringer

As Forças Armadas israelenses disseram que ofensiva foi uma resposta às "repetidas e flagrantes violações do cessar-fogo" pelo grupo extremista, depois de anunciarem, pouco antes, que quatro oficiais morreram em combates no sul do Líbano na quinta-feira (18) e que quatro ficaram feridos em um ataque de drone.

"Durante a noite, as Forças de Defesa de Israel atacaram mais de 80 centros de comando, terroristas, posições de lançamento e outros locais de infraestrutura terrorista na região de Nabatieh e em outras áreas do sul do Líbano, dentro e além da Zona de Segurança. Há pouco tempo, em resposta às repetidas violações do cessar-fogo pela organização terrorista Hezbollah, atacaram dois centros de comando do Hezbollah no Vale do Beqaa, enquanto terroristas do Hezbollah operavam dentro deles", revela a mensagem.

De acordo com a rede britânica BBC, citando o Ministério da Saúde libanês, pelo menos 18 pessoas foram mortas nos bombardeios.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também se pronunciou. Lamentou a morte dos soldados e declarou que Israel não tolerará ataques contra seus soldados ou território, e reafirmou que Israel não deixará o Líbano.

"A minha diretiva é clara: Israel não tolerará ataques às nossas tropas ou ao nosso território, e cobrará um preço muito elevado do Hezbollah por estes ataques. As FDI agirão para frustrar qualquer ameaça às nossas forças e ao nosso território", postou na rede social X.

A Zona de Segurança citada no comunicado das FDI é uma grande área do sul do Líbano, demarcada a cerca de 10 quilômetros de distância para a fronteira de Israel. O objetivo, segundo o governo de Benjamin Netanyahu, é "fortalecer a defesa dos residentes do norte de Israel".

Israel divulga mapa com 'zona de segurança' no sul do Líbano, com 10 km de distância para a fronteira do país — Foto: Forças de Defesa de Israel / Divulgação

"Soldados continuam sua missão no sul do Líbano, com foco em desmantelar a infraestrutura estratégica subterrânea que a organização terrorista Hezbollah construiu na área de Beaufort ao longo de muitos anos", reafirmou o Exército israelense nesta sexta.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no entanto, vem rejeitando continuamente os apelos do presidente norte-americano, Donald Trump, para retirar suas tropas do território libanês e parar com os bombardeios.

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Duas autoridades israelenses, incluindo uma autoridade de alto escalão próxima a Netanyahu, que falaram à agência de notícias Reuters sob condição de anonimato, afirmaram nesta quinta que Israel está mantendo negociações com os EUA sobre a manutenção do destacamento de suas tropas no sul do Líbano e as descreveu como "difíceis".

Ambos disseram que Israel não recuaria da posição de que suas tropas permaneceriam mobilizadas no Líbano e criticaram o acordo firmado pelos EUA, dizendo que ele não foi longe o suficiente para abordar as preocupações israelenses em relação ao programa nuclear iraniano.

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