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Israel faz incursões militares ao longo da fronteira com o Líbano, diz agência; ministro diz ter autorizado avanço terrestre

"O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu autorizamos as Forças de Defesa de Israel (IDF) a avançar e ocupar posições dominantes adicionais no Líbano, a fim de impedir disparos contra as comunidades israelenses na fronteira", afirmou Katz em comunicado.

As operações terrestres ocorrem em meio a uma maior mobilização de tropas e aparatos militares por Israel ao longo da fronteira com o Líbano ocorrida nos últimos dias, o que dá indícios de que Israel pode fazer uma invasão terrestre ao país vizinho.

Além disso, Israel convocou cerca de 100 mil reservistas desde sábado e tem enviado uma parte deles para a fronteira com o Líbano, ao norte. O governo libanês também afirmou que retirou seu Exército de regiões ao sul do país.

Israel está combatendo o grupo rebelde Hezbollah, com o qual tinha um cessar-fogo desde outubro de 2024. A trégua foi quebrada após o grupo libanês ter disparado mísseis contra o norte de Israel no domingo. Desde então, Israel tem realizado bombardeios contra o sul do Líbano e também contra a capital Beirute, que foi atacada na segunda e também nesta terça-feira.

O confronto Israel x Hezbollah é mais um foco da guerra no Oriente Médio, que se alastrou para além do conflito entre EUA, Israel e Irã, que começou no sábado após bombardeios em território iraniano que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades militares do país (leia mais abaixo).

As incursões reveladas por uma autoridade libanesa à Reuters e o aumento de tropas ao longo da fronteira com o Líbano dão indícios de que Israel pode invadir o país vizinho por terra nas próximas horas ou dias.

As forças israelenses ocupam cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024, mesma época em que Israel e o Hezbollah assinaram um cessar-fogo em seu conflito.

Guerra EUA e Israel x Irã

Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã

Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.

Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).

Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, e sendo presenciados em outros países da região.

Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".

"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

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