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Juros altos perpetuam ciclo do endividamento no Brasil, avalia economista

Ataliba ressaltou a importância do tipo de crédito usado pelas famílias. Para ele, o problema se agrava quando o endividamento migra para linhas caras, em que uma fatura pequena pode virar uma "bola de neve".

Grande parte desse endividamento é cartão de crédito, mais de 30%. E a outra parte é crédito pessoal, então nós estamos falando também de cheque especial. O rotativo do cartão de crédito, aquele que você paga apenas o mínimo da fatura, a taxa de juros é 436% ao ano. Cheque especial é 150%.
Flávio Ataliba

O pesquisador afirmou que programas de renegociação podem aliviar no curto prazo, mas tendem a perder efeito se não atacarem a causa do endividamento: o juro muito alto.

Você pode tomar remédio para diminuir a febre, mas se você não procurar qual a infecção que possivelmente está levando àquela febre, isso não vai resolver o problema. O problema do Brasil, nesse aspecto, é um problema estrutural. Nós convivemos durante muitos anos com uma taxa de juros acima de dois dígitos.
Flávio Ataliba

Ele também citou fatores de comportamento e falta de educação financeira, como desconhecimento de juros compostos e compras supérfluas, que empurram famílias para dívidas caras.

Para reduzir juros de forma mais duradoura, Ataliba disse que o governo precisa diminuir a pressão por crédito ao equilibrar receitas e despesas. Na visão dele, quando o setor público toma grande parte do dinheiro disponível, o custo sobe para o restante da economia.

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