3 horas atrás 3

Justiça dos EUA barra indenização para preso que deixou cabelo crescer por 20 anos e foi algemado para ter a cabeça raspada

Damon Landor queria processar agentes do Departamento de Correções da Luisiana por violação da liberdade religiosa.

A Luisiana reconheceu que o tratamento dado a Landor foi "antitético à liberdade religiosa" e mudou as regras sobre a aparência dos detentos. Mesmo assim, argumentou que a legislação federal não permite cobrar indenizações de funcionários estaduais processados individualmente.

A Suprema Corte concordou com esse entendimento por 6 votos a 3. Os três juízes liberais da corte discordaram.

Agora no g1

Agora no g1

Landor havia passado quase duas décadas deixando o cabelo crescer. Em 2020, quando cumpria as últimas três semanas de uma pena de cinco meses por posse de drogas, teve os dreadlocks cortados.

Segundo os registros do processo, ele mostrou aos agentes uma cópia de uma decisão judicial de 2017 que garantia aos rastafáris o direito de manter os dreadlocks de acordo com suas crenças religiosas.

Ainda de acordo com os documentos, um agente jogou a decisão no lixo. Em seguida, Landor foi algemado a uma cadeira e teve a cabeça raspada.

Um tribunal de apelações classificou o tratamento como "escandaloso", mas decidiu que Landor não tinha direito de processar individualmente os funcionários para pedir indenização.

Os rastafáris deixam o cabelo crescer, geralmente em forma de dreadlocks, como parte das crenças da religião, que surgiu na Jamaica e foi popularizada mundialmente pelo cantor Bob Marley.

VÍDEOS: mais assistidos do g1

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro