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Lançadores de mísseis, navios para desembarque terrestre e submarino: o arsenal militar dos EUA na Venezuela; INFOGRÁFICO

Em agosto, quando os movimentos começaram, a Casa Branca disse que o objetivo era apertar o cerco contra organizações criminosas que traficam drogas da América do Sul para os EUA — agora tratadas pelo país como organizações terroristas.

Especialistas, no entanto, afirmavam que o arsenal enviado já era um indicativo de uma operação de ataque.

"Se você olhar o tipo de equipamento que foi enviado pra Venezuela, não é um equipamento de prevenção ou de ação contra o tráfico, ou contra cartéis. É claramente um equipamento de ataque e invasão. Se o ataque e a invasão vão acontecer, não sabemos", aponta o cientista Carlos Gustavo Poggio, professor do Berea College, nos EUA.

Os três navios pertencem à classe Arleigh Burke, capazes de operar em diferentes tipos de missões, conduzindo ataques contra aeronaves, submarinos e disparando também contra alvos terrestres. Entre os recursos embarcados estão sistemas de proteção contra armas químicas, biológicas e nucleares.

De acordo com a Reuters e a AP, mais de 4.000 militares já haviam sido posicionados na região.

Veja, a seguir, o arsenal dos EUA:

Incluído ao arsenal americano apenas em 2017 —considerado recente em termos da indústria militar—, o porta-aviões tem capacidade para abrigar até 90 caças e helicópteros, além de dispor de uma pista que serve para pousos e decolagens —essa pista tem a área três vezes maior que a do gramado do Maracanã.

Conheça o USS Gerald Ford, maior porta-aviões do mundo e o mais avançado da Marinha dos Estados Unidos. — Foto: Gui Sousa/Arte g1

Os destróieres são um tipo de navio de guerra projetados para serem menores que um cruzador, mas mais velozes e ágeis. Atualmente, muitos destróieres de última geração dos EUA são mais fortemente armados do que os cruzadores de gerações anteriores.

É o caso dos três navios do tipo deslocados pelos EUA para perto da Venezuela: o USS Gravely, o USS Jason Dunham e o USS Sampson pertencem à classe Arleigh Burke.

O destróier USS Gravely, em 2013 — Foto: D. L. "Paul" Farley/Marinha dos Estados Unidos

Eles são equipados com o sistema de combate Aegis e radar multifuncional AN/SPY-1, além de uma variedade de armamentos, incluindo mais de 90 mísseis, incluindo os Tomahawk teleguiados, capazes de atingir alvos a centenas de quilômetros.

O USS Lake Erie é um cruzador de mísseis guiados da classe Ticonderoga, projetada para operações de defesa aérea e antimíssil, equipada com o avançado sistema de combate Aegis e radar multifuncional AN/SPY-1D, capaz de detectar e engajar múltiplos alvos simultaneamente.

O USS Lake Erie possui um poderoso arsenal que inclui cerca de 90 células para lançamento vertical de mísseis Tomahawk de cruzeiro, mísseis Standard SM-2, SM-3 para defesa antimíssil e mísseis anti navio Harpoon, entre outros. O navio também pode servir como ponto de poio de helicópteros Sikorsky SH-60 Seahawk.

Navio anfíbio USS San Antonio, integrante do grupo de combate Iwo Jima da Marinha dos Estados Unidos. — Foto: Sargento Nathan Mitchell/Marinha dos Estados Unidos

É um navio-doca de desembarque da classe San Antonio, projetado para transportar fuzileiros navais, veículos e equipamentos, e realizar operações anfíbias. Tem cerca de 208 metros de comprimento, deslocamento de 25.300 toneladas em plena carga, e suporta desembarque via porta-helicópteros e embarcações de assalto. Sua principal função é posicionar forças terrestres a partir do mar.

Também da classe San Antonio, atua como navio-doca para transporte e desembarque de tropas, veículos e apoio logístico anfíbio. Ele fornece plataforma para operações militares expandidas, especialmente com mobilização e suporte a fuzileiros navais em missões.

É um navio de assalto anfíbio da classe Wasp, equipado para operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical (como o F-35B), além de realizar operações de desembarque anfíbio com tropas e veículos. Tem grande capacidade para projetar poder aéreo e terrestre em operações combinadas, contando com helicópteros, aviões e fuzileiros a bordo.

Submarino USS Newport News

Da classe Los Angeles e em atividade desde 1989, ele participa de operações de guerra submersa, espionagem e ataques de precisão.

O Newport News pode operar a profundidades de teste de até 290 metros, com uma tripulação composta por cerca de 13 oficiais e 121 praças. Armado com torpedos avançados Mk 48, tubos de torpedo e mísseis de cruzeiro Tomahawk, o submarino é capaz de atacar navios de superfície, submarinos inimigos, e realizar ataques de precisão em terra.

Embarcações enviadas pelos EUA ao sul do Caribe — Foto: Arte/g1

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